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Policiais e ex-estagiário do MPSP são presos por suspeita de colaboração em plano do PCC para matar promotor

Por Junior Melo
09/jun/2026
Em Policial
Policiais e ex-estagiário do MPSP são presos por suspeita de colaboração em plano do PCC para matar promotor

Ministério Público de São Paulo - Foto: Divulgação/MP-SP

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Um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo foram presos nesta terça-feira (9/6) sob suspeita de atuar como infiltrados em um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com participação em um plano de assassinato e em extorsões.

O que levou à Operação Infiltrados e quem foi preso?

A Operação Infiltrados foi deflagrada após investigações que apontaram possível atuação de agentes públicos em favor do crime organizado. Entre os presos estão um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo.

Segundo as apurações, os três são suspeitos de colaborar com ações criminosas, incluindo vazamento de informações e apoio logístico a atividades ligadas ao crime organizado. As prisões têm caráter temporário e fazem parte de uma investigação mais ampla. As informações são do jornal O Globo.

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Como as investigações revelaram a possível infiltração no crime organizado?

As apurações conduzidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaeco, indicaram que havia troca de informações sensíveis entre agentes públicos e integrantes de facções.

Entre os elementos levantados estão registros de encontros e monitoramentos que sugerem a circulação de dados sigilosos. As evidências também apontam que parte dos investigados teria acesso privilegiado a sistemas internos.

Como funcionava o suposto esquema de extorsão?

Além do plano de atentado, as investigações revelaram um esquema de extorsão contra investigados de alto poder econômico ligados ao crime organizado. A atuação envolvia acesso indevido a dados e sistemas internos.

Antes de detalhar os envolvidos, os investigadores identificaram como o grupo operava de forma estruturada. Entre os principais pontos do esquema estavam:

  • Uso de informações sigilosas obtidas por agentes públicos
  • Identificação de alvos com alto poder financeiro
  • Pressão e cobrança de valores para suposta “proteção”
  • Apoio de intermediários, incluindo ex-servidores e advogados

Quais órgãos participaram da operação e quais medidas foram adotadas?

A operação contou com uma força-tarefa integrada envolvendo diferentes instituições de segurança e controle. As ações foram realizadas simultaneamente em cidades do interior paulista.

Entre os principais órgãos participantes estavam equipes especializadas e corregedorias, além de apoio institucional de entidades de classe:

  • 1º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia)
  • Corregedoria da Polícia Civil
  • Corregedoria da Polícia Penal
  • OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por meio da Comissão de Prerrogativas

Como seria o plano de assassinato contra o promotor do Gaeco?

As investigações apontam que o grupo criminoso planejava matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ligado ao combate a organizações criminosas em Campinas.

O promotor seria alvo de uma ação articulada por integrantes do PCC, que contariam com apoio interno para obter informações estratégicas sobre deslocamentos e operações.

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