A duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, a maior do estado de São Paulo, atingiu 75% de conclusão e avança para a fase final das obras. A nova estrutura, que liga os municípios de Novo Horizonte e Pongaí, deve ser entregue ainda em 2026, ampliando a capacidade de tráfego em um dos principais corredores logísticos do Interior paulista.
Como estão as obras da maior ponte de São Paulo?
Com 2,4 quilômetros de extensão, a ponte recebe uma estrutura paralela no sentido leste da Rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre os quilômetros 229 e 232. O projeto não substitui a travessia atual, mas amplia sua capacidade operacional.
Após a conclusão, a nova ponte contará com duas faixas de rolamento, enquanto a estrutura existente será revitalizada. O espaço atual também passará a atender pedestres e ciclistas, além de receber melhorias na iluminação.
Quanto está sendo investido na duplicação?
A obra conta com um investimento total de R$ 387,3 milhões, considerando valores atualizados para abril de 2026. O empreendimento é uma das maiores intervenções de infraestrutura em andamento no estado.
Para acelerar o cronograma, as vigas utilizadas na construção são produzidas dentro do próprio canteiro. A estratégia reduz etapas logísticas e contribui para o avanço contínuo dos trabalhos.
Quais são os números da nova estrutura?
O projeto reúne características de grande porte e engenharia complexa. Entre os principais destaques da obra estão:
- 2,4 quilômetros de extensão total
- 125 metros de vão central
- 208 vigas pré-moldadas de concreto
- 41 metros de comprimento por viga
- 74 toneladas por unidade
- 124 estacas de sustentação
- 112 estacas instaladas dentro do Rio Tietê
Esses números demonstram a dimensão da intervenção, considerada uma das mais importantes da malha rodoviária paulista. O método construtivo também foi planejado para manter a navegação ativa durante toda a execução.
Como a duplicação fortalece a logística regional?
A ponte exerce papel estratégico para o transporte de cargas no noroeste paulista. A ligação facilita o deslocamento de produtos agrícolas e industriais, fortalecendo a economia regional.
Mais de 1,3 milhão de veículos utilizam a travessia ao longo do ano. A região ainda possui conexão direta com a Hidrovia Tietê-Paraná, que movimentou em 2024 cerca de 959 mil toneladas de soja, 403 mil toneladas de cana-de-açúcar e transportou 81,5 mil passageiros. Veja imagens das obras na ponte (Reprodução/Instagram/Marcelo Oliveira):
Como a obra preserva o Rio Tietê?
Grande parte da construção acontece dentro do leito do Rio Tietê, exigindo cuidados especiais para minimizar impactos ambientais. O material retirado das fundações passa por separação e decantação antes de receber destinação adequada.
Nas margens do rio, equipes formadas por biólogos e veterinários realizam o isolamento das áreas de trabalho e o resgate de peixes antes das intervenções. As medidas ajudam a preservar a fauna aquática durante a execução do projeto.
Quando a nova ponte deve ser entregue?
Com três quartos das obras concluídos, a expectativa é que a duplicação seja finalizada ainda neste ano. O avanço representa um passo importante para aumentar a segurança e melhorar a fluidez do tráfego na SP-333.
Quando entrar em operação, a nova estrutura deverá reduzir gargalos, oferecer mais conforto aos usuários e ampliar a eficiência logística de uma das regiões mais produtivas do estado de São Paulo.