André Mendonça afirmou nesta terça-feira (16/6) que há um “sistema articulado” atuando em determinados processos no STF, durante sessão da Segunda Turma. A declaração ocorreu em meio a um intenso debate jurídico envolvendo delações e prisões preventivas.
O que disse André Mendonça sobre um sistema articulado no STF?
Durante a sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça afirmou que identifica movimentações coordenadas em determinados casos sob análise da Corte. Ele destacou que “há um sistema articulado” e reforçou que acompanha de perto esses movimentos institucionais.
Em sua fala, Mendonça ainda enfatizou que não ignora o cenário ao seu redor, afirmando de forma direta: “Eu não sou cego”. A declaração foi interpretada como uma crítica a estratégias jurídicas que, segundo ele, tentariam influenciar o andamento de investigações. Veja o vídeo:
Mendonça: “há uma perspectiva— parece que certos setores atuam para criar um vício. Tudo o que querem é criar um vício (no processo). Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego, eu estou acompanhando, estou assistindo os movimentos.” pic.twitter.com/8ZPgC5Ga0g
— Sam Pancher (@SamPancher) June 16, 2026
Como ocorreu o debate sobre delação seletiva na sessão da Segunda Turma?
O tema central da sessão envolveu a manutenção da prisão de Henrique e Felipe, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante a discussão, surgiram divergências sobre o uso de prisões como meio de pressão para acordos de delação.
Mendonça afirmou ter recebido uma proposta de colaboração considerada inadequada pela defesa do caso. Segundo ele, houve tentativa de construir uma “delação seletiva”, o que foi prontamente rejeitado pelo ministro. O magistrado descreveu o episódio com críticas diretas à abordagem apresentada. Ele destacou que sua posição foi firme ao lidar com a proposta:
- Recusa de uma proposta de delação seletiva
- Rejeição de qualquer tipo de negociação considerada inadequada
- Alerta sobre tentativas de manipulação processual
- Postura contrária ao uso de pressão em colaborações
Qual foi a resposta de Mendonça às críticas de Gilmar Mendes?
A fala de André Mendonça também foi uma resposta indireta ao ministro Gilmar Mendes, que criticou o uso de prisões como forma de obter delações premiadas. O debate expôs diferentes visões dentro do Supremo sobre métodos de investigação.
Mendonça reforçou que não aceita práticas que considere inadequadas no processo penal. Ele afirmou que “não faz questão de delação” e rejeitou qualquer tentativa de condicionamento de acordos.
Por que André Mendonça passou a ter segurança reforçada?
Após assumir a relatoria do chamado caso Master, André Mendonça passou a contar com um esquema de segurança ampliado. A decisão foi tomada com base em avaliações internas do próprio Supremo Tribunal Federal.
Segundo informações institucionais, houve percepção de aumento de risco à integridade física do ministro. Além disso, ele também atua em outro caso sensível envolvendo supostas fraudes no INSS, o que ampliou sua exposição pública. Entre as medidas adotadas estão:
- Acompanhamento por agentes de segurança da Corte
- Presença de servidores disfarçados em atividades públicas
- Monitoramento reforçado em compromissos institucionais
- Avaliação contínua de risco pela equipe de segurança
Quais investigações estão sob relatoria de André Mendonça no STF?
Além do caso Master, Mendonça conduz investigações de grande repercussão nacional no Supremo. Entre elas está o inquérito que apura possíveis fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
Esses processos aumentaram a visibilidade do ministro dentro e fora da Corte. As investigações envolvem temas sensíveis e com impacto direto em diferentes setores da sociedade.
Como as atividades acadêmicas e religiosas fazem parte da rotina do ministro?
Fora do STF, André Mendonça mantém uma rotina ativa no meio acadêmico e religioso. Ele atua como professor e também como fundador de um instituto jurídico voltado a estudos na área do Direito.
Além disso, o ministro também exerce funções religiosas como pastor. Em suas atividades públicas, ele passou a ser acompanhado por segurança reforçada, incluindo agentes durante suas pregações e compromissos institucionais.