O atacante Elye Wahi, titular da seleção da Costa do Marfim, disputou a estreia de sua equipe na Copa do Mundo mesmo após ter sido preso semanas antes do início da competição por suspeita de envolvimento em um caso de manipulação de resultados no futebol francês.
O jogador esteve em campo na vitória marfinense por 1 a 0 sobre o Equador, mas segue sendo investigado pelas autoridades francesas por uma suposta irregularidade ocorrida durante o Campeonato Francês.
A prisão ocorreu em 29 de maio, na cidade de Marselha, na França. Wahi, que atua pelo OGC Nice, é suspeito de ter provocado deliberadamente um cartão amarelo durante uma partida contra o Metz, realizada em 19 de maio.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Athletic, o atacante foi submetido a uma longa sessão de interrogatórios antes de ser liberado pelas autoridades. A liberação ocorreu cerca de uma semana antes da viagem da delegação marfinense para os Estados Unidos, sede da competição.
Apesar da investigação em andamento, Wahi não teve restrições para atuar pela seleção nacional e foi escalado como titular na estreia da Costa do Marfim no Mundial.
As autoridades francesas continuam apurando se houve intenção deliberada do atleta em receber a advertência durante a partida, situação que poderia estar relacionada a esquemas de apostas esportivas ou manipulação de mercado.
Segundo a imprensa europeia, o jogador poderá voltar a ser convocado para prestar novos esclarecimentos após o encerramento da Copa do Mundo, conforme o avanço das investigações.
Casos envolvendo suspeitas de manipulação de resultados têm recebido atenção crescente das autoridades esportivas e judiciais em diversos países. Federações, ligas e órgãos de investigação têm ampliado o monitoramento de apostas e de situações consideradas atípicas durante as partidas.
Até o momento, não houve condenação ou decisão definitiva contra Elye Wahi, que segue respondendo às investigações em liberdade enquanto mantém suas atividades profissionais no futebol.
