A Apple estuda reajustar os preços de seus produtos diante da forte alta nos custos de chips de memória, em um cenário que pressiona toda a indústria de tecnologia.
Apple admite alta de preços por aumento nos custos de chips?
A Apple confirmou que avalia repassar parte da alta nos custos de produção para o consumidor final, especialmente por causa da escalada nos preços dos chips de memória.
Segundo o cenário atual do setor, a empresa enfrenta uma combinação de demanda elevada e oferta limitada, o que pode tornar os reajustes praticamente inevitáveis nos próximos lançamentos.
O que Tim Cook disse ao jornal?
O CEO da Apple, ao Wall Street Journal, Tim Cook, afirmou que os aumentos são praticamente inevitáveis diante da pressão do mercado.
“Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, declarou o executivo, destacando que a empresa tenta absorver parte dos custos, mas que a situação já se tornou insustentável.
Quais produtos podem ficar mais caros?
A Apple ainda não confirmou oficialmente quais produtos serão afetados nem quando os reajustes acontecerão, mas já existem projeções no mercado. Especialistas indicam que a pressão pode atingir tanto lançamentos futuros quanto linhas atuais. Entre os principais candidatos estão:
- iPhone 18, previsto para setembro
- iPhone 18 Pro, com possível aumento direto de preço
- MacBooks, devido ao alto uso de RAM
- iPads, que também dependem fortemente de memória
Além disso, há expectativa de que a empresa apresente o primeiro iPhone dobrável, o que pode elevar ainda mais o patamar de preços da linha premium.
Por que a crise de chips de memória está acontecendo?
A pressão nos preços vem da redução na oferta global de chips de memória, especialmente os de RAM, usados para execução de aplicativos e processos em dispositivos.
Fabricantes estão redirecionando investimentos para chips mais avançados, voltados a data centers de inteligência artificial, o que reduz a disponibilidade para produtos de consumo.
O impacto esperado no mercado de smartphones segundo IDC
De acordo com a consultoria IDC, o mercado de smartphones deve enfrentar uma das maiores quedas já registradas em 2026.
A projeção indica que as vendas globais devem cair para cerca de 1,1 bilhão de unidades, uma retração de 12,9% em relação a 2025, com recuperação lenta apenas a partir de 2027.
Quanto pode custar o iPhone 18 Pro e cenário futuro?
Uma projeção da consultoria TechInsights aponta que o iPhone 18 Pro pode subir de US$ 1.099 para US$ 1.299 caso a Apple mantenha suas margens de lucro. Tim Cook também afirmou que a situação atual dos chips de memória é inédita, comparando o cenário a uma “enchente que acontece uma vez a cada cem anos”, destacando o impacto profundo na cadeia global de tecnologia.
Enquanto isso, a expectativa é de que o equilíbrio entre oferta e demanda só comece a melhorar mais perto de 2027, mantendo a pressão sobre preços em todo o setor nos próximos anos.