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Início Economia

Alta carga tributária no Brasil não se reflete em qualidade de vida e país tem pior desempenho em novo ranking

Por Junior Melo
16/jun/2026
Em Economia
Alta carga tributária no Brasil não se reflete em qualidade de vida e país tem pior desempenho em novo ranking

Economia - Foto: Creative Commons

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O Brasil ocupa novamente a última posição em um ranking global que mede o retorno dos impostos em qualidade de vida, segundo estudo do IBPT com dados de 2024.

Por que o Brasil tem pior retorno tributário entre 30 países analisados?

O Brasil segue como o país com menor eficiência na conversão de impostos em bem-estar social entre as 30 nações com maior carga tributária do mundo. O resultado consta na 15ª edição do IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade).

De acordo com o levantamento, o país ocupa a última posição do ranking pelo 15º ano consecutivo, evidenciando um problema estrutural na aplicação dos recursos públicos e na entrega de serviços essenciais à população. As informações são da CNN.

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Como funciona o índice IRBES e o que ele mede?

O IRBES, elaborado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), avalia o quanto a arrecadação de impostos se transforma em qualidade de vida. O estudo combina indicadores econômicos e sociais para gerar o ranking.

Para isso, o índice utiliza uma metodologia que atribui diferentes pesos aos fatores analisados, buscando medir de forma equilibrada o impacto da gestão pública na sociedade. Antes de ver os resultados, é importante entender como o cálculo é estruturado:

  • 85% do peso é baseado no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
  • 15% do peso considera a carga tributária sobre o PIB
  • Dados de referência são de 2024
  • Avalia os 30 países com maior carga de impostos no mundo

Por que a carga tributária brasileira não se traduz em qualidade de vida?

Em 2024, a carga tributária brasileira atingiu 32,32% do PIB, um nível semelhante ao de países desenvolvidos. Apesar disso, o desempenho social não acompanha essa arrecadação. O IDH de 0,760 coloca o Brasil em posição inferior no cenário global, resultando em um IRBES de 142,46 pontos, o pior entre todos os países analisados no estudo.

Segundo o IBPT, esse contraste revela ineficiência na aplicação dos recursos públicos, com baixo retorno percebido pela população em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Quais países lideram o ranking de retorno tributário?

O topo do ranking é ocupado por países que conseguem equilibrar melhor arrecadação e qualidade de vida. A liderança mostra consistência de políticas públicas eficientes e alto nível de desenvolvimento humano. A seguir estão os países com melhor desempenho no IRBES 2024, segundo o levantamento:

  • Irlanda, líder pelo sétimo ano consecutivo com IRBES 170,37
  • Suíça, destaque em eficiência fiscal e qualidade de vida
  • Coreia do Sul, com melhora em relação à edição anterior
  • Estados Unidos, entre os melhores colocados globais
  • Austrália, mantendo posição de destaque no ranking

O que o estudo aponta sobre eficiência do gasto público no Brasil?

O relatório do IBPT reforça que o problema não está apenas na arrecadação elevada, mas principalmente na forma como os recursos são aplicados pelo Estado. A baixa eficiência reduz o impacto social dos tributos pagos.

Segundo o instituto, uma gestão mais eficiente poderia elevar significativamente o bem-estar da população, aproximando o Brasil de países com melhor desempenho no índice. Além disso, o estudo destaca que maior transparência e melhor alocação de recursos públicos seriam fundamentais para melhorar o retorno social dos impostos no país.

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