Rios que cortam bairros inteiros e pontes centenárias recebem quem chega a Recife, capital de Pernambuco. Apelidada de Veneza brasileira, a cidade reúne história holandesa, frevo na rua e praias urbanas em poucos quilômetros.
Por que Recife é chamada de Veneza brasileira
Cortada pelos rios Capibaribe e Beberibe, Recife se espalha por ilhas e penínsulas ligadas por dezenas de pontes. A cidade soma mais de 50 travessias sobre seus cursos d’água, enquanto Veneza tem apenas quatro sobre o Grand Canal.
Foi essa geografia de água e pontes que rendeu à capital pernambucana o apelido. Os passeios de catamarã pelos rios revelam a cidade por outro ângulo, passando sob pontes históricas e diante de construções centenárias.
O que ver no Recife Antigo a pé?
O berço da cidade é o bairro do Recife Antigo, uma ilha de ruas coloniais que concentra a maior parte dos cartões-postais. As atrações ficam tão próximas que dá para percorrê-las a pé em um dia.
- Marco Zero: praça onde a cidade foi fundada no século XVI, com a Rosa dos Ventos pintada no chão e o letreiro da cidade.
- Paço do Frevo: museu interativo dedicado ao frevo, com exposições, oficinas de dança e apresentações ao longo do ano.
- Rua do Bom Jesus: rua de casarões coloridos considerada uma das mais bonitas do mundo, point de bares e feirinha aos domingos.
- Torre Malakoff: centro cultural com exposições e observatório, oferece vista panorâmica do bairro do alto.
- Parque das Esculturas Francisco Brennand: conjunto de obras instalado sobre os arrecifes, em frente ao Marco Zero, visível do continente.
A pluralidade de Recife une referências modernas, marcos da colonização holandesa e roteiros gastronômicos. A partir do conteúdo produzido pelo canal Tesouros do Brasil (158 mil views), detalhamos as opções turísticas que movimentam a capital pernambucana.
A primeira sinagoga das Américas fica na Rua do Bom Jesus
Na Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, funciona a Sinagoga Kahal Zur Israel, considerada a primeira das Américas. Fundada em 1636, durante o domínio holandês, ela floresceu graças à liberdade religiosa do período de Maurício de Nassau.
A história tem um desdobramento surpreendente: com a expulsão dos holandeses, em 1654, parte dos judeus do Recife embarcou rumo à Nova Amsterdã e ajudou a fundar a primeira comunidade judaica do que viria a ser Nova York. Hoje o espaço abriga o arquivo histórico judaico de Pernambuco, registrado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
Onde comer e provar a gastronomia pernambucana
A cozinha de Recife mistura o mar do litoral com os sabores do sertão. Os bairros de Boa Viagem e Recife Antigo concentram boa parte dos restaurantes e botecos da cidade.
- Carne de sol: clássico nordestino servido com macaxeira, queijo coalho e manteiga de garrafa.
- Bolo de rolo: fina massa enrolada com goiabada, doce típico que virou símbolo de Pernambuco.
- Cartola: banana frita com queijo, açúcar e canela, sobremesa tradicional da região.
- Frutos do mar: caranguejo, agulha e camarão frescos servidos nos quiosques da orla de Boa Viagem.
Praia urbana e a vizinha Olinda
A Praia de Boa Viagem é o principal point de orla da cidade, com calçadão movimentado, quiosques e águas mornas. Vale lembrar que parte do banho exige atenção às placas e à maré.
A poucos minutos do centro está Olinda, cidade vizinha de ladeiras, ateliês e igrejas barrocas. O bate-volta completa o roteiro cultural de quem quer mergulhar na história colonial da região metropolitana.
Quando ir e o que o clima reserva na capital?
O calor é constante o ano todo, com temperaturas raramente abaixo dos 22°C. A diferença está na chuva: o outono e o início do inverno concentram os meses mais úmidos, enquanto a primavera e o verão são mais secos.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Recife
A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional do Recife, em Boa Viagem, a poucos quilômetros tanto da orla quanto do Recife Antigo. A capital é também o principal portão de entrada para Olinda, Porto de Galinhas e o restante do litoral pernambucano.
Venha sentir o ritmo da Veneza brasileira
Recife reúne rios e pontes, um centro histórico de herança holandesa e uma cultura popular que ferve no compasso do frevo. Poucas capitais brasileiras concentram tanta história e tanto mar em tão pouco espaço.
Você precisa conhecer Recife e atravessar suas pontes ao som do frevo para entender por que a cidade ganhou o nome de Veneza brasileira.