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Início Justiça

STF valida por unanimidade lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil

Por Junior Melo
15/maio/2026
Em Justiça
EUA divulgam relatório e acusam tribunais brasileiros de emitirem ordens secretas

STF - Créditos: depositphotos.com / diegograndi

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, validar a lei que estabelece medidas para promover a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções no mercado de trabalho.

O que decidiu o STF sobre a lei de igualdade salarial?

O STF confirmou a validade da lei sancionada em 2023 que busca reduzir desigualdades salariais de gênero no Brasil. A decisão foi tomada de forma unânime pelos ministros da Corte.

O entendimento reforça que a norma está de acordo com a Constituição e com os princípios de justiça social, dignidade da pessoa humana e combate à discriminação no ambiente de trabalho.

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Quais obrigações a lei impõe às empresas brasileiras?

A legislação estabelece uma série de medidas para aumentar a transparência salarial e identificar possíveis desigualdades entre trabalhadores homens e mulheres. O foco é garantir maior fiscalização e correção de distorções. Entre as principais obrigações previstas na norma, estão mecanismos de controle e prestação de contas ao poder público:

  • Empresas com mais de 100 funcionários devem divulgar salários e critérios de remuneração a cada semestre
  • Os relatórios de transparência não podem identificar empregados individualmente
  • As informações devem ser enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
  • Em caso de descumprimento, há previsão de multa administrativa
  • Se houver desigualdade, a empresa deve apresentar plano de correção com metas e prazos

Por que a lei foi questionada por entidades e partidos?

A norma foi alvo de três ações no Supremo Tribunal Federal. As contestações foram apresentadas por entidades empresariais, um partido político e organizações sindicais.

Os questionamentos alegavam que a divulgação de dados salariais poderia expor estratégias internas das empresas, afetando a livre iniciativa e informações sensíveis sobre custos e competitividade.

Quais foram os argumentos favoráveis à lei de igualdade salarial?

Os defensores da legislação afirmaram que a medida é essencial para combater a desigualdade estrutural entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Além disso, destacaram seu caráter constitucional.

Segundo essa visão, a lei reforça princípios fundamentais como a redução das desigualdades sociais, a valorização do trabalho e a promoção da justiça social no ambiente corporativo.

Como foi o julgamento e o entendimento dos ministros do STF?

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela manutenção da lei, sendo acompanhado por todos os demais ministros da Corte. O resultado foi de aprovação unânime.

Para Moraes, não é possível construir uma sociedade justa sem enfrentar a discriminação de gênero. Ele também destacou que a lei atua como instrumento de política pública para reduzir desigualdades estruturais.

O que muda com a decisão para trabalhadores e empresas?

Com a decisão do STF, a lei segue em vigor e passa a ter segurança jurídica para sua aplicação em todo o país. Isso reforça a obrigatoriedade de transparência nas práticas salariais.

A ministra Cármen Lúcia destacou que a igualdade deve ser entendida como um processo contínuo. Segundo ela, embora todos defendam o princípio da igualdade, a realidade ainda é marcada por fortes desigualdades.

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