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Início Justiça

STF sorteia Nunes Marques como relator de pedido para anular condenação de Bolsonaro

Por Junior Melo
12/maio/2026
Em Justiça
STF sorteia Nunes Marques como relator de pedido para anular condenação de Bolsonaro

Nunes Marques - Foto: © Fellipe Sampaio/SCO/STF

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O ministro Kassio Nunes Marques foi sorteado relator no STF do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, que busca anular a condenação de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O caso reacende a disputa jurídica em torno da decisão da Corte.

Como foi o sorteio no STF sobre a revisão criminal de Bolsonaro?

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta segunda-feira, 11/5, que o ministro Nunes Marques será o relator da ação que pede a revisão da condenação de Jair Bolsonaro. O pedido foi protocolado pela defesa no dia 8 e busca reverter a pena aplicada ao ex-presidente.

O sorteio ocorreu sem a participação de ministros que atuaram diretamente no julgamento anterior, como Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Também ficou de fora Luiz Fux, que participou do caso antes de mudança de turma.

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Quem é o relator Nunes Marques no caso?

Indicado ao STF durante o governo Bolsonaro, Kassio Nunes Marques integra a Corte desde 2020 e já atuou em casos de grande repercussão nacional. Agora, ele assume a responsabilidade de analisar o pedido que pode alterar o desfecho da condenação.

A escolha do relator é relevante porque ele será responsável por conduzir o andamento do processo e avaliar os argumentos apresentados pela defesa, além de possíveis manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O que a defesa de Bolsonaro pede na revisão criminal?

A equipe jurídica do ex-presidente afirma que houve irregularidades no julgamento e solicita a anulação da condenação de 27 anos de prisão. O pedido também inclui a absolvição total de Bolsonaro em relação aos crimes imputados.

Os advogados sustentam que não há provas de participação direta do ex-presidente nos atos investigados e pedem revisão completa da decisão anterior.

Por que a defesa contesta o julgamento da Primeira Turma?

Segundo os advogados, o julgamento realizado pela Primeira Turma do STF teria falhas processuais e falta de demonstração concreta de participação individual de Bolsonaro nos atos investigados.

O documento apresentado possui cerca de 90 páginas e argumenta que não houve atos executórios que comprovem tentativa de golpe ou uso de violência para depor o governo eleito.

Quais crimes e condenações estão sendo questionados?

A revisão criminal busca afastar condenações relacionadas a crimes considerados graves contra o Estado Democrático de Direito. Antes da lista, a defesa reforça que não haveria ligação direta entre Bolsonaro e a execução dos atos. Entre os principais pontos contestados estão:

  • Organização criminosa armada
  • Golpe de Estado
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Dano qualificado ao patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado
  • Envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023

Qual o impacto da Lei da Dosimetria no caso?

A recente aprovação da chamada Lei da Dosimetria pelo Congresso também entrou no debate político e jurídico envolvendo o caso. A norma prevê a possibilidade de redução de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Apesar disso, a defesa de Bolsonaro afirma que o pedido de revisão criminal não está relacionado à nova lei, defendendo que se trata de uma ação autônoma para corrigir supostas ilegalidades no julgamento.

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