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Início Política

O desafio ‘assustador’ de Nunes Marques ao assumir TSE

Por Junior Melo
11/maio/2026
Em Política
O desafio 'assustador' de Nunes Marques ao assumir TSE

Cássio Nunes Marques - Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O ministro Kássio Nunes Marques assume nesta terça-feira (12/5) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a missão de conduzir as eleições de 2026 em meio ao avanço da Inteligência Artificial, das deepfakes e da desinformação digital.

Qual o cenário de Nunes Marques ao assumir o TSE?

A posse de Nunes Marques marca o fim da gestão da ministra Cármen Lúcia no comando do TSE. O ministro André Mendonça ocupará a vice-presidência da Corte durante o próximo ciclo eleitoral.

O novo presidente terá como principal desafio enfrentar o uso irregular da Inteligência Artificial nas campanhas de 2026, especialmente diante do crescimento de conteúdos manipulados e perfis automatizados nas redes sociais.

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Deepfakes preocupam o Tribunal Superior Eleitoral?

A preocupação do TSE envolve principalmente vídeos, imagens e áudios falsos criados por IA para simular falas de candidatos e figuras públicas. Esse tipo de conteúdo pode influenciar o eleitorado e dificultar a identificação do que é verdadeiro.

Além disso, autoridades eleitorais monitoram o uso de sistemas automatizados capazes de agir como usuários reais nas plataformas digitais, ampliando campanhas de desinformação de forma coordenada.

Como a resolução do TSE endurece regras sobre IA?

A Corte já aprovou a Resolução nº 23.755/26, relatada por Nunes Marques, que estabelece limites para o uso de IA durante o período eleitoral. A medida proíbe que ferramentas automatizadas favoreçam candidatos ou façam recomendações políticas ao eleitor.

Entre os principais pontos da resolução, o TSE definiu regras específicas para plataformas e campanhas eleitorais:

  • proibição de conteúdos manipulados por IA nas 72 horas antes e 24 horas depois da votação;
  • obrigatoriedade de identificar materiais produzidos com Inteligência Artificial;
  • retirada rápida de conteúdos considerados ilícitos, mesmo sem ordem judicial;
  • veto ao impulsionamento pago de deepfakes envolvendo candidatos ou pessoas públicas.

Como a gestão pretende firmar parcerias com universidades?

Uma das estratégias estudadas pela nova presidência do TSE é criar convênios com universidades para ajudar na análise técnica de materiais produzidos por IA generativa. A ideia é ampliar a capacidade de perícia digital sem sobrecarregar a Polícia Federal.

O novo comando também pretende reforçar a defesa das urnas eletrônicas e ouvir demandas regionais por meio de reuniões com os Tribunais Regionais Eleitorais em diferentes estados do país.

Como deve ser a atuação da nova gestão?

Nos bastidores, integrantes da Corte afirmam que a gestão de Nunes Marques deve adotar postura menos intervencionista no debate político digital. O foco será priorizar mecanismos como o direito de resposta em vez de decisões mais amplas de remoção de conteúdo.

Ao agradecer a escolha para presidir o TSE, o ministro afirmou que comandar a Corte representa “uma das maiores honras” de sua trajetória. Já André Mendonça declarou esperar eleições de 2026 marcadas por estabilidade e fortalecimento da democracia brasileira.

Dias Toffoli passa a ocupar vaga no TSE?

Com a saída de Cármen Lúcia da presidência, a cadeira destinada ao Supremo Tribunal Federal no TSE será ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que atuava anteriormente como substituto da magistrada.

A nova composição da Corte chega ao início da preparação para as eleições de 2026 em um cenário de forte debate sobre regulação digital, segurança eleitoral e os impactos da Inteligência Artificial na política brasileira.

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