O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, voltou a subir o tom contra o governo federal ao comentar a prisão da influenciadora Deolane Bezerra durante a operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
Como Ronaldo Caiado critica a relação do PT?
Durante entrevista nesta sexta-feira (22/5) ao Jornal Gente, da rádio Bandeirantes, Ronaldo Caiado afirmou que o Partido dos Trabalhadores teria sido historicamente “conivente” com facções criminosas. O governador citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar antigos registros públicos envolvendo encontros com Deolane Bezerra.
Segundo Caiado, faltou ao governo federal uma política firme de segurança pública nos últimos anos. O governador declarou ainda que o combate às facções nunca teria sido prioridade do PT, principalmente em áreas dominadas pelo crime organizado. Veja a fala de Caiado:
Mais quatro anos de PT e o Brasil entra em colapso. Todo organismo tem um limite e o nosso país está chegando nele.
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) May 21, 2026
Não dá para sentar na cadeira da Presidência para aprender a governar. Tem que chegar preparado para tirar o Brasil da crise mais grave que o PT nos impôs em cinco… pic.twitter.com/K42xlhoDIf
Quais os impactos da operação contra Deolane?
A prisão de Deolane Bezerra na operação Vérnix movimentou novamente o debate político sobre segurança pública e relação de figuras públicas com investigados. A influenciadora é suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro para organizações criminosas.
Ao comentar o caso, Caiado aproveitou para intensificar críticas ao governo federal. O pré-candidato à Presidência afirmou que o episódio expõe fragilidades no enfrentamento ao crime organizado em nível nacional.
Caiado chama PEC da segurança de presente para facções
O governador goiano também atacou a proposta de PEC da segurança pública defendida pelo governo federal. Para ele, a medida retiraria autonomia dos estados e poderia favorecer a atuação de facções criminosas no país.
Antes de apresentar os principais pontos criticados por Caiado, o governador explicou que considera a proposta inadequada para a realidade da segurança pública brasileira:
- Centralização de decisões na esfera federal;
- Redução da autonomia dos estados na segurança;
- Possível aumento da influência de facções criminosas;
- Falta de medidas práticas contra o crime organizado.
Modelo de Goiás é usado como exemplo por Caiado
Ao defender sua gestão, Ronaldo Caiado afirmou ter apresentado ao presidente Lula o modelo de segurança implantado em Goiás. O governador destacou ações voltadas ao endurecimento contra facções e à reorganização do sistema prisional.
Caiado declarou que o estado possui uma política rígida dentro das penitenciárias, mas também oferece oportunidades de ressocialização aos detentos. Ele afirmou que os presídios goianos seguem um padrão diferente de outras unidades do país.
Como os presídios de Goiás viram vitrine no discurso do governador?
Durante a entrevista, o governador descreveu os presídios de Goiás como ambientes organizados e controlados pelo Estado, sem regalias para integrantes de facções criminosas. Segundo ele, a estrutura busca unir disciplina e recuperação social.
O político afirmou que as penitenciárias goianas contam com trabalho, manutenção e regras rígidas de cumprimento de pena. Para Caiado, esse modelo demonstra que é possível combater o crime organizado sem abrir mão de políticas de reintegração social.
