O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família deve ser mantido e classificou o programa social como um direito da população brasileira. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo, onde o parlamentar também apresentou propostas relacionadas à geração de empregos e à tributação da renda.
Segundo Flávio, programas de transferência de renda são adotados em diversos países e cumprem um papel importante no apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social. O pré-candidato destacou que o Bolsa Família não deve ser extinto e defendeu a continuidade da assistência para quem mais necessita.
Durante o encontro, o senador também rebateu críticas frequentemente direcionadas aos beneficiários do programa. Para ele, é incorreto afirmar que as pessoas atendidas pelo Bolsa Família não desejam trabalhar. Flávio argumentou que muitos brasileiros enfrentam dificuldades para ingressar no mercado formal e que políticas públicas devem estimular a transição para o emprego sem retirar imediatamente os benefícios sociais.
Nesse contexto, o parlamentar sugeriu mudanças nas regras do programa para permitir que trabalhadores que consigam emprego com carteira assinada ou iniciem um pequeno negócio possam continuar recebendo o benefício por um período maior. A medida, segundo ele, serviria como incentivo à formalização e ao empreendedorismo, reduzindo o receio de perder a assistência governamental ao conquistar uma nova fonte de renda.
Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre a política tributária. O senador declarou apoio à proposta de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês. Ao mesmo tempo, criticou aspectos da estratégia econômica adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente na área de arrecadação e impostos.
As declarações acontecem em meio às movimentações políticas para as eleições presidenciais de 2026. O Bolsa Família, um dos principais programas sociais do país, continua sendo tema central nos debates sobre combate à pobreza, inclusão social e desenvolvimento econômico. A discussão sobre a compatibilidade entre assistência social e inserção no mercado de trabalho também tem ganhado espaço entre diferentes setores políticos e econômicos.