O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, admitiu pela primeira vez de forma mais aberta a possibilidade de formar uma aliança com Ronaldo Caiado para a disputa presidencial de 2026, ampliando o cenário de articulações no campo da direita.
Zema admite aproximação com Caiado para 2026?
Durante um evento com investidores em São Paulo, Romeu Zema afirmou que mantém uma boa relação política com Ronaldo Caiado e indicou que uma composição eleitoral entre os dois passou a ser considerada nos bastidores.
O ex-governador mineiro destacou que as conversas ainda estão em estágio inicial, mas deixou claro que não descarta uma chapa conjunta. O movimento acontece em meio ao desgaste recente com integrantes do grupo bolsonarista.
Como o prazo eleitoral deve definir alianças?
Ao comentar o cenário para as eleições presidenciais, Zema afirmou que as negociações políticas devem avançar apenas próximo da data-limite definida pela Justiça Eleitoral para registro das candidaturas.
Segundo ele, as decisões costumam ocorrer “na meia-noite da data-limite”, marcada para 15 de agosto. Apesar das incertezas, o ex-governador garantiu que pretende manter sua pré-candidatura até o fim do processo político.
Declaração sobre vice gerou repercussão
Questionado sobre a possibilidade de ser vice em uma eventual chapa liderada por Caiado, o político mineiro respondeu em tom descontraído e sugeriu que o cenário também poderia ocorrer de maneira inversa.
Na fala, Zema ressaltou a proximidade entre Minas Gerais e Goiás e lembrou experiências conjuntas em um consórcio formado por governadores. Ele também afirmou que sempre teve boa convivência com lideranças como Tarcísio de Freitas.
Como a pesquisa Datafolha mostra o cenário da direita?
A pesquisa mais recente do instituto Datafolha revelou um cenário competitivo dentro do eleitorado conservador, com nomes ainda buscando consolidação para a corrida presidencial. Os números divulgados apontaram o seguinte cenário:
- Lula aparece com 40%
- Flávio Bolsonaro registra 31%
- Ronaldo Caiado soma 4%
- Romeu Zema tem 3%
Os dados reforçam a disputa por espaço na direita e mostram que alianças podem ganhar importância estratégica nos próximos meses, especialmente diante da fragmentação entre possíveis candidatos ao Planalto.
Rompimento com bolsonaristas aumentou tensão
A aproximação com Caiado ganhou força após os atritos públicos entre Zema e membros da família Bolsonaro. O conflito começou depois das críticas feitas pelo ex-governador ao senador Flávio Bolsonaro.
A crise se intensificou nas redes sociais e envolveu também Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. As declarações trocaram acusações e ampliaram a distância entre os grupos políticos.