A liberação ambiental para o alargamento da faixa de areia da Meia Praia, em Itapema (SC), reacendeu expectativas de forte valorização imobiliária e possível mudança no topo do ranking do metro quadrado mais caro do Brasil.
Como será a megaobra de alargamento da Meia Praia em Itapema?
A intervenção aprovada prevê o alargamento da faixa de areia da Meia Praia, um dos principais cartões-postais de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. A obra recebeu a Licença Ambiental de Instalação (LAI) do Instituto do Meio Ambiente de SC.
Com isso, o município está autorizado a avançar para a fase de licitação. O projeto é visto como estratégico tanto para proteção costeira quanto para expansão urbana e turística da orla.
Como será feito o alargamento da faixa de areia em Itapema?
O projeto técnico prevê uma grande operação de recomposição da orla, com uso de areia compatível com a existente na região. O material será retirado de uma jazida localizada a cerca de 19 quilômetros da costa.
A execução também terá impacto direto na paisagem da cidade e na ampliação da área de uso público. Entre os principais detalhes estão:
- 416 mil metros cúbicos de areia serão depositados na orla
- Trecho de 4,75 quilômetros da Meia Praia será requalificado
- Largura da faixa aumentará entre 20 e 60 metros
- Execução dividida em oito etapas operacionais
Quanto será investido na obra e quem vai pagar?
O investimento total estimado para o alargamento da Meia Praia é de R$ 60 milhões, com divisão igual entre Estado e município. A Prefeitura de Itapema entra com R$ 30 milhões em recursos próprios, enquanto o Governo de Santa Catarina complementa o valor, com aporte confirmado pelo governador Jorginho Mello.
Esse modelo de parceria pública reforça a importância estratégica da obra para o estado, especialmente no fortalecimento do turismo no litoral norte catarinense. Veja detalhes do projeto no vídeo divulgado pelo prefeito de Itapema Alexandre Xepa:
O que pode mudar no mercado imobiliário de Itapema?
O setor imobiliário acompanha o projeto com forte expectativa de valorização. A requalificação da orla é vista como um dos fatores que podem impulsionar ainda mais o preço dos imóveis na região. Segundo projeções locais, o impacto pode ser significativo no médio prazo, com alteração no ranking nacional de valorização.
Antes da lista de efeitos esperados, a leitura do mercado destaca mudanças diretas na paisagem urbana e no comportamento de investidores:
- Possível aumento superior a 30% nos valores dos imóveis, segundo estimativas locais
- Reposicionamento de Itapema entre as cidades mais valorizadas do país
- Expansão da atratividade para investidores e construtoras
- Maior competitividade com Balneário Camboriú, atual líder nacional
Quando a obra deve começar e como será o cronograma?
A previsão da prefeitura é que as obras tenham início em agosto de 2026, após o período de defeso ambiental, respeitando restrições ecológicas da região.
O prazo estimado de execução é de aproximadamente quatro meses, com conclusão antes da temporada de verão. A intervenção será feita de forma progressiva, liberando trechos conforme o avanço. Esse modelo busca reduzir impactos no turismo local e manter parte da orla acessível durante a obra.
Por que Itapema pode se tornar líder no metro quadrado mais caro do Brasil?
A combinação entre infraestrutura urbana, turismo consolidado e valorização imobiliária coloca Itapema em posição estratégica no cenário nacional. Com o alargamento da Meia Praia, a cidade deve ganhar uma nova orla urbanizada, o que reforça sua competitividade direta com outros destinos premium do litoral brasileiro.
Para o prefeito Alexandre Xepa, o impacto será decisivo no futuro da cidade. Ele afirma que a nova estrutura pode elevar ainda mais o patamar do mercado local e consolidar um novo ciclo de crescimento econômico e imobiliário.