A decisão da Petrobras de alterar as categorias de gênero em seus sistemas internos gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre políticas de diversidade em empresas estatais brasileiras.
Como a Petrobras alterou seu cadastro interno de gênero?
O Comitê de Diversidade e Inclusão da Petrobras enviou, em maio deste ano, um comunicado incentivando funcionários a preencherem ou atualizarem a autodeclaração de identidade de gênero nos sistemas corporativos da companhia.
O ponto que mais chamou atenção foi a substituição da opção “masculino”, que aparece marcada como “obsoleta” no sistema interno. Em seu lugar, surgiram novas categorias relacionadas à identidade de gênero. As informações são da revista Oeste.
Quais categorias passaram a aparecer no sistema?
As imagens do cadastro interno mostram que os empregados podem selecionar opções mais específicas para definir sua identidade de gênero. Segundo o sistema, o campo representa a “percepção individual de gênero de cada pessoa”. Entre as categorias disponíveis, aparecem:
- Homem Cis
- Homem Trans
- Mulher Cis
- Mulher Trans
- Travesti
A antiga classificação apenas como “masculino” acabou sendo identificada como ultrapassada dentro do novo modelo adotado pela estatal.
Como a autodeclaração pode impactar oportunidades internas?
No comunicado enviado aos trabalhadores, a Petrobras afirma que o preenchimento dessas informações é considerado importante para o acesso a oportunidades internas de crescimento profissional.
A empresa menciona iniciativas voltadas à diversidade, incluindo processos seletivos exclusivos e programas de mentoria para formação de lideranças dentro da companhia.
Petrobras também solicita dados sobre raça e etnia?
Além das informações sobre identidade de gênero, a estatal também solicita a autodeclaração racial dos empregados. Segundo a companhia, a medida possui respaldo legal e ajuda a ampliar a visibilidade da diversidade entre os funcionários.
A Petrobras afirma que o objetivo é fortalecer grupos considerados historicamente sub-representados e melhorar as ações internas ligadas à inclusão e representatividade.
Empresa afirma que dados serão tratados com confidencialidade
No comunicado interno, a estatal destaca que as informações fornecidas pelos empregados serão utilizadas exclusivamente para fins estatísticos e de gestão de pessoas.
Segundo a empresa, os dados serão tratados com “confidencialidade e responsabilidade”, respeitando a legislação vigente e os protocolos internos de proteção das informações.
Como a medida reacende debate sobre políticas ‘woke’ em estatais?
A iniciativa voltou a colocar a Petrobras no centro das discussões sobre políticas de diversidade adotadas por empresas públicas brasileiras. O tema ganhou força principalmente nas redes sociais após a divulgação das imagens do sistema interno.
A estatal, atualmente presidida por Magda Chambriard, já havia sido alvo de críticas anteriormente por medidas associadas à chamada agenda “woke”, expressão usada por opositores dessas políticas de inclusão corporativa.