A nova presidência do Tribunal Superior Eleitoral, sob comando do ministro Nunes Marques, será marcada por mudanças nos procedimentos de fiscalização das urnas eletrônicas nas eleições de 2026, com foco em mais transparência e participação dos eleitores.
O que muda com a dupla checagem das urnas nas eleições de 2026?
As eleições de 2026 terão regras mais detalhadas de controle e acompanhamento das urnas eletrônicas, definidas em resoluções relatadas pelo ministro Nunes Marques. A principal novidade é a formalização da chamada dupla checagem, já usada em outros pleitos.
O objetivo é reforçar a transparência do processo eleitoral, permitindo que eleitores participem de etapas iniciais e finais da votação. Segundo o novo modelo, o acompanhamento será mais organizado e documentado, reduzindo dúvidas sobre a integridade do sistema. As informações são do Poder360.
Como funcionam a zerésima e o boletim de urna na prática?
O processo de dupla checagem envolve dois momentos essenciais da votação: o início e o encerramento da seção eleitoral. Em ambos, documentos oficiais são apresentados para comprovar que os votos foram registrados corretamente.
Na abertura, os primeiros eleitores acompanham a emissão da zerésima, que garante que nenhuma votação foi registrada antes do início do pleito. Ao final, os últimos eleitores observam o fechamento da urna e a emissão do boletim de urna. Para facilitar o entendimento do procedimento, as regras de 2026 detalham a participação dos eleitores da seguinte forma:
- Os 2 primeiros eleitores acompanham a zerésima
- Os 2 últimos eleitores observam o fechamento da seção
- O boletim de urna é disponibilizado para conferência
- A participação deve ser registrada em ata em caso de recusa
Qual será o papel de Nunes Marques no comando do TSE em 2026?
A presidência do TSE será assumida por Nunes Marques, que conduzirá as eleições gerais de 2026 ao lado do vice-presidente André Mendonça. Ambos fazem parte da composição do Supremo Tribunal Federal.
Nunes Marques também foi relator das resoluções que estruturam as novas regras eleitorais. Sua atuação foi central na definição dos mecanismos de fiscalização ampliada e na padronização dos procedimentos das urnas.
Como será a nova composição do TSE para as eleições de 2026?
A estrutura do TSE para o próximo ciclo eleitoral reúne ministros do STF, do STJ e representantes da advocacia. A presidência ficará com Nunes Marques e a vice-presidência com André Mendonça. A composição completa inclui nomes com atuação em diferentes áreas do Judiciário, o que reforça o caráter técnico da Corte eleitoral:
- Nunes Marques (presidência)
- André Mendonça (vice-presidência)
- Dias Toffoli
- Antonio Carlos Ferreira
- Ricardo Villas Bôas Cueva
- Floriano de Azevedo Marques
- Estela Aranha
Por que a discussão sobre as urnas eletrônicas continua em destaque?
O debate sobre a segurança das urnas eletrônicas ganhou força após as eleições de 2022, quando campanhas questionaram a confiabilidade do sistema. Em 2023, decisões judiciais reconheceram o uso de discursos que colocavam em dúvida a integridade do processo eleitoral.
O tema segue sensível no ambiente político e institucional. O objetivo das novas regras é justamente reduzir desconfianças por meio de maior transparência e participação direta de eleitores na conferência dos procedimentos de votação.