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Início Política

Nunes Marques assume o TSE e toma primeira medida em ano eleitoral

Por Junior Melo
13/maio/2026
Em Política
Nunes Marques assume o TSE e toma primeira medida em ano eleitoral

Nunes Marques - Foto: André Richter/Repórter da Agência Brasil

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Após assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Nunes Marques iniciou sua gestão com foco total na segurança das urnas eletrônicas e no combate à desinformação impulsionada por Inteligência Artificial nas eleições de 2026.

Qual o foco de Nunes Marques no início da sua gestão?

O primeiro compromisso oficial de Nunes Marques à frente do TSE será acompanhar o Teste Público de Segurança das Urnas, realizado entre os dias 13 e 15 de maio, em Brasília. A ação reúne especialistas responsáveis por avaliar os sistemas eleitorais.

O objetivo desta nova etapa é confirmar se as melhorias sugeridas durante os testes realizados em dezembro de 2025 foram realmente aplicadas. O tribunal quer garantir máxima segurança antes das eleições gerais de 2026.

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Teste público verifica falhas e reforça segurança do sistema

Durante a etapa inicial dos testes, nenhum pesquisador conseguiu violar a integridade das urnas nem comprometer o sigilo do voto. Mesmo assim, a comissão avaliadora recomendou novas verificações em alguns procedimentos específicos.

Agora, os participantes voltam ao TSE para validar os ajustes implementados. A expectativa é assegurar que possíveis vulnerabilidades tenham sido corrigidas antes do primeiro turno, marcado para outubro de 2026.

Por que a Inteligência Artificial preocupa a nova presidência do TSE?

O avanço da IA generativa virou uma das maiores preocupações da Justiça Eleitoral. O temor envolve principalmente o uso de perfis falsos, conteúdos manipulados e deepfakes durante a campanha eleitoral.

Imagens e vídeos alterados por inteligência artificial podem prejudicar candidatos e confundir eleitores nas redes sociais. Por isso, o tribunal pretende ampliar a fiscalização sobre conteúdos digitais nas eleições.

Qual resolução do TSE endurece regras sobre conteúdos de IA?

Uma resolução aprovada pelo tribunal, relatada pelo próprio Nunes Marques, estabeleceu novas restrições para o uso de inteligência artificial no processo eleitoral. As plataformas também passam a ter mais responsabilidades. Entre os principais pontos definidos pela norma estão:

  • proibição de IA recomendar ou favorecer candidatos;
  • restrição de conteúdos manipulados perto da votação;
  • obrigação de identificar materiais produzidos por IA;
  • remoção rápida de conteúdos considerados ilícitos;
  • controle sobre impulsionamento pago de deepfakes.

Quais as medidas estudadas?

A nova gestão também avalia acordos com universidades para acelerar perícias técnicas em conteúdos suspeitos produzidos por inteligência artificial. A ideia é evitar sobrecarga nas investigações da Polícia Federal.

Além disso, o presidente do TSE pretende ouvir os Tribunais Regionais Eleitorais para identificar demandas locais. A manutenção das urnas eletrônicas e a defesa pública do sistema eleitoral devem ganhar prioridade.

Qual postura a Justiça Eleitoral deve adotar?

Apesar do endurecimento contra conteúdos falsos, a tendência da nova presidência é reduzir interferências diretas no debate político. O entendimento é priorizar o direito de resposta em vez de decisões mais rígidas.

Segundo integrantes da Corte, o protagonismo nas eleições deve continuar sendo dos eleitores e candidatos. Ainda assim, o TSE promete atuação firme contra abusos envolvendo tecnologia e manipulação digital.

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