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Início Política

Irã proíbe armas dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e oferece recompensa milionária por Trump e Netanyahu

Por Junior Melo
15/maio/2026
Em Política
Irã proíbe armas dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e oferece recompensa milionária por Trump e Netanyahu

Estreito de Ormuz - Créditos: depositphotos.com / teamjackson

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O Irã anunciou novas restrições no Estreito de Ormuz e afirmou que não permitirá o transporte de armamentos dos Estados Unidos pela região, além de divulgar propostas que incluem recompensas milionárias contra líderes ocidentais.

O que decidiu o Irã sobre o Estreito de Ormuz?

O governo iraniano declarou nesta quarta-feira (13/5) que não permitirá o transporte de armas dos Estados Unidos destinadas a bases regionais pelo Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela imprensa do país e reforça a postura de controle sobre uma das rotas mais estratégicas do mundo.

Segundo autoridades iranianas, qualquer navegação na área deverá ocorrer sob supervisão direta das forças armadas do país. O objetivo declarado é garantir uma passagem “sem danos”, mas sob regras impostas por Teerã.

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Como o Irã pretende controlar o fluxo de armas na região?

De acordo com o porta-voz militar Mohammad Akraminia, o Irã estabeleceu um modelo de vigilância total sobre a região estratégica. O discurso oficial afirma que o controle busca ampliar a soberania e impedir movimentações militares consideradas hostis.

Akraminia destacou que o país já estruturou um plano de segurança para o estreito, reforçando que o tráfego marítimo estará condicionado à autorização militar iraniana. Antes de detalhar as funções dessa estrutura, o governo apontou algumas diretrizes centrais do novo modelo de operação na região:

  • Restrição ao transporte de armamentos estrangeiros
  • Supervisão militar de todas as embarcações
  • Monitoramento contínuo do tráfego marítimo
  • Controle estratégico da passagem de petróleo

Qual é a estrutura militar no Estreito de Ormuz?

O controle do Estreito de Ormuz está dividido entre duas forças iranianas. A parte ocidental está sob responsabilidade da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), enquanto a parte oriental é administrada pela Marinha do Exército da República Islâmica do Irã.

Essa divisão, segundo autoridades militares, fortalece a capacidade de vigilância e resposta rápida a qualquer movimentação considerada ameaça. O governo afirma que essa configuração aumenta a eficiência operacional na região.

O que o Irã planeja com o uso econômico do Estreito?

Além do controle militar, autoridades iranianas afirmam que o Estreito de Ormuz também terá função estratégica econômica. O presidente da Comissão de Segurança Nacional, Ebrahim Azizi, afirmou que a via será usada para atividades de energia e serviços marítimos.

Segundo a PressTV, o plano inclui o desenvolvimento de infraestrutura e exploração de recursos. O objetivo seria transformar a região em um eixo de geração de receita e segurança nacional. O projeto apresentado pelo Parlamento iraniano inclui áreas prioritárias para o uso da rota marítima:

  • Produção e escoamento de energia
  • Expansão de atividades econômicas
  • Fortalecimento da defesa nacional
  • Desenvolvimento de serviços marítimos

Por que o Irã oferece recompensa contra Trump e Netanyahu?

Um dos pontos mais polêmicos do anúncio envolve a proposta de pagamento de € 50 milhões por ações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A medida também inclui comandantes militares americanos.

Segundo Ebrahim Azizi, a proposta é uma resposta direta a eventos atribuídos à morte do líder iraniano Seyyed Ali Khamenei, ocorrida em fevereiro. Ele classificou a iniciativa como uma forma de “ação recíproca”. Azizi afirmou ainda que o Irã considera essas figuras responsáveis por ações que exigem resposta equivalente, reforçando o discurso de retaliação política e militar.

O que pode acontecer após o anúncio iraniano?

As declarações aumentam a tensão em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passa grande parte do petróleo global. O Estreito de Ormuz volta ao centro de disputas geopolíticas entre potências.

Com medidas que envolvem controle militar ampliado e propostas de retaliação internacional, o cenário pode gerar reações diplomáticas e militares nos próximos dias, segundo analistas internacionais.

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