A repressão religiosa na China voltou a ganhar destaque após a demolição de uma igreja protestante em Zhejiang e a prisão de centenas de cristãos durante operações policiais coordenadas pelo regime comunista.
Como a igreja protestante foi demolida no regime chinês?
A ofensiva aconteceu em Wenzhou, cidade conhecida como a “Jerusalém da China” pela forte presença cristã. Segundo a ONG China Aid, o templo vinha sendo cercado pelas autoridades desde o fim do ano passado.
Após meses de tensão, o governo chinês assumiu o controle da igreja e avançou com a demolição do prédio. O caso também foi confirmado pelo jornal francês Le Monde, que apontou o aumento da repressão religiosa no país.
Qual a exigência imposta pelo Partido Comunista?
O conflito começou quando a igreja se recusou a cumprir uma diretriz do Partido Comunista Chinês. A medida exigia que a bandeira nacional fosse hasteada dentro do templo religioso.
Os membros da congregação afirmaram que a ordem representava uma afronta à fé cristã e à santidade do espaço religioso. Mesmo diante da resistência, agentes do regime invadiram a propriedade e instalaram o mastro da bandeira à força.
Centenas de cristãos foram presos em operação policial
Segundo informações divulgadas pela China Aid, as ações ocorreram nos dias 14 e 15 de dezembro, quando forças de segurança cercaram diversos locais de culto na região de Yayang, em Zhejiang.
Entre os principais alvos estava a Igreja de Yazhong, onde mais de 100 fiéis acabaram detidos. Entre os presos estavam os líderes religiosos Lin Enzhao e Lin Enci, acusados de provocar tumultos.
A operação mobilizou grande aparato de segurança na região?
As autoridades chinesas mobilizaram policiais especiais e agentes de controle de distúrbios para executar as chamadas “operações de inspeção”. A ação ocorreu simultaneamente em 12 locais de reunião cristã.
De acordo com relatos divulgados pela ONG, o regime ampliou o monitoramento sobre igrejas independentes nos últimos anos. Veja alguns pontos citados pelas organizações que acompanham o caso:
- Prisões em massa de líderes religiosos e fiéis;
- Demolição de templos considerados irregulares;
- Instalação forçada de símbolos ligados ao governo chinês;
- Uso da acusação de “provocar tumultos” contra cristãos;
- Fiscalização intensificada em igrejas não alinhadas ao regime.
China amplia pressão contra igrejas independentes
Especialistas afirmam que a repressão faz parte da política de controle ideológico promovida pelo governo chinês. Igrejas que recusam interferência estatal passaram a ser tratadas como ameaça pelas autoridades.
Nos últimos anos, o país endureceu regras sobre manifestações religiosas e aumentou a vigilância sobre grupos cristãos. Em várias regiões, líderes religiosos relatam perseguição, censura e pressão para demonstrar lealdade política ao regime.
Como o caso impactou as organizações internacionais?
Entidades de defesa da liberdade religiosa denunciaram a demolição da igreja e as prisões realizadas em Zhejiang. Organizações internacionais acusam a China de violar direitos fundamentais ligados à liberdade de culto.
A repercussão do caso também reacendeu debates sobre o avanço da repressão estatal contra minorias religiosas no país. Enquanto isso, comunidades cristãs seguem sob vigilância constante das autoridades chinesas.