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Início Política

Governo chinês aperta cerco a igrejas protestantes no país e manda demolir templo

Por Junior Melo
27/maio/2026
Em Política
Governo chinês aperta cerco a igrejas protestantes no país e manda demolir templo

Demolição de igreja na China

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A repressão religiosa na China voltou a ganhar destaque após a demolição de uma igreja protestante em Zhejiang e a prisão de centenas de cristãos durante operações policiais coordenadas pelo regime comunista.

Como a igreja protestante foi demolida no regime chinês?

A ofensiva aconteceu em Wenzhou, cidade conhecida como a “Jerusalém da China” pela forte presença cristã. Segundo a ONG China Aid, o templo vinha sendo cercado pelas autoridades desde o fim do ano passado.

Após meses de tensão, o governo chinês assumiu o controle da igreja e avançou com a demolição do prédio. O caso também foi confirmado pelo jornal francês Le Monde, que apontou o aumento da repressão religiosa no país.

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Qual a exigência imposta pelo Partido Comunista?

O conflito começou quando a igreja se recusou a cumprir uma diretriz do Partido Comunista Chinês. A medida exigia que a bandeira nacional fosse hasteada dentro do templo religioso.

Os membros da congregação afirmaram que a ordem representava uma afronta à fé cristã e à santidade do espaço religioso. Mesmo diante da resistência, agentes do regime invadiram a propriedade e instalaram o mastro da bandeira à força.

Centenas de cristãos foram presos em operação policial

Segundo informações divulgadas pela China Aid, as ações ocorreram nos dias 14 e 15 de dezembro, quando forças de segurança cercaram diversos locais de culto na região de Yayang, em Zhejiang.

Entre os principais alvos estava a Igreja de Yazhong, onde mais de 100 fiéis acabaram detidos. Entre os presos estavam os líderes religiosos Lin Enzhao e Lin Enci, acusados de provocar tumultos.

A operação mobilizou grande aparato de segurança na região?

As autoridades chinesas mobilizaram policiais especiais e agentes de controle de distúrbios para executar as chamadas “operações de inspeção”. A ação ocorreu simultaneamente em 12 locais de reunião cristã.

De acordo com relatos divulgados pela ONG, o regime ampliou o monitoramento sobre igrejas independentes nos últimos anos. Veja alguns pontos citados pelas organizações que acompanham o caso:

  • Prisões em massa de líderes religiosos e fiéis;
  • Demolição de templos considerados irregulares;
  • Instalação forçada de símbolos ligados ao governo chinês;
  • Uso da acusação de “provocar tumultos” contra cristãos;
  • Fiscalização intensificada em igrejas não alinhadas ao regime.

China amplia pressão contra igrejas independentes

Especialistas afirmam que a repressão faz parte da política de controle ideológico promovida pelo governo chinês. Igrejas que recusam interferência estatal passaram a ser tratadas como ameaça pelas autoridades.

Nos últimos anos, o país endureceu regras sobre manifestações religiosas e aumentou a vigilância sobre grupos cristãos. Em várias regiões, líderes religiosos relatam perseguição, censura e pressão para demonstrar lealdade política ao regime.

Como o caso impactou as organizações internacionais?

Entidades de defesa da liberdade religiosa denunciaram a demolição da igreja e as prisões realizadas em Zhejiang. Organizações internacionais acusam a China de violar direitos fundamentais ligados à liberdade de culto.

A repercussão do caso também reacendeu debates sobre o avanço da repressão estatal contra minorias religiosas no país. Enquanto isso, comunidades cristãs seguem sob vigilância constante das autoridades chinesas.

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