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Início Justiça

Dono da Refit entra na lista da Interpol após decisão de Alexandre de Moraes

Por Junior Melo
15/maio/2026
Em Justiça
Dono da Refit entra na lista da Interpol após decisão de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes - Foto: © Antonio Cruz/Agência Brasil

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, colocou o empresário Ricardo Magro, dono da refinadora Refit, no centro de uma investigação que envolve suspeitas de evasão de recursos, ocultação patrimonial e um esquema bilionário de sonegação fiscal.

Por que Alexandre de Moraes acionou a Interpol?

O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (15/5) a inclusão do nome de Ricardo Magro na chamada difusão vermelha da Interpol. A medida atende a um pedido feito pela Polícia Federal dentro de uma investigação sobre crimes financeiros.

A chamada lista vermelha funciona como um alerta internacional às forças de segurança de países membros da organização. Caso o pedido seja aceito pela entidade policial, o empresário poderá ser localizado e preso fora do Brasil. As informações são da CNN.

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Quem é Ricardo Magro e qual a ligação com a Refit?

Ricardo Magro é apontado como dono da refinadora Refit, empresa do setor de combustíveis que entrou na mira das autoridades federais. O nome do empresário passou a ganhar repercussão nacional após o avanço das investigações conduzidas pela PF.

Os investigadores suspeitam que o grupo econômico utilizava estruturas societárias e financeiras para esconder patrimônio e movimentar recursos ao exterior. A apuração envolve possíveis práticas de lavagem de dinheiro e fraudes tributárias.

Qual o esquema apontado pela investigação?

Segundo as investigações, o esquema analisado pelas autoridades teria provocado uma sonegação de aproximadamente R$ 56 bilhões em impostos. A operação foi realizada no Rio de Janeiro e teve grande impacto político e empresarial. Entre os principais pontos investigados pela PF estão:

  • Ocultação de patrimônio
  • Dissimulação de bens
  • Evasão de divisas para o exterior
  • Supostas fraudes fiscais
  • Movimentações financeiras suspeitas

Cláudio Castro também foi alvo da operação

A operação da Polícia Federal também atingiu o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ). O político foi alvo de mandados de busca e apreensão durante as ações realizadas pelas autoridades federais.

Apesar disso, as investigações seguem em diferentes frentes e ainda estão em andamento. Até o momento, a PF busca aprofundar a análise de documentos, movimentações financeiras e possíveis conexões entre empresas e investigados.

O que acontece após a inclusão na difusão vermelha?

Mesmo com a decisão do STF, o pedido brasileiro ainda precisa passar por avaliação da própria Interpol. Somente após a aprovação formal da organização o alerta internacional poderá ser efetivamente executado.

Caso a solicitação seja aceita, Ricardo Magro poderá ser preso em qualquer um dos 196 países membros da rede internacional de cooperação policial. A medida é considerada uma das ferramentas mais importantes para localizar investigados fora do país.

Qual a pressão sobre o setor de combustíveis?

O avanço da investigação aumenta a pressão sobre empresas ligadas ao mercado de combustíveis no Brasil. O setor já vinha sendo acompanhado por órgãos de controle por suspeitas envolvendo fraudes tributárias e movimentações financeiras complexas.

A decisão de Alexandre de Moraes reforça o peso que o caso ganhou dentro das autoridades federais. O andamento da análise da Interpol agora passa a ser um dos principais focos da investigação nos próximos dias.

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