A sexta fase da Operação Compliance Zero colocou uma delegada da Polícia Federal no centro das investigações sobre um suposto esquema clandestino ligado ao grupo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Por que a delegada da PF foi afastada?
A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, lotada em Minas Gerais, foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (14/5). A decisão também determinou seu afastamento das funções dentro da corporação.
Segundo as investigações, ela teria realizado consultas ilegais em sistemas da PF para beneficiar integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, apontado como braço de intimidação ligado a Daniel Vorcaro.
Agente da ativa é preso durante nova fase da Compliance Zero
Além do afastamento da delegada, um agente da ativa da Polícia Federal acabou preso na operação. A ofensiva também atingiu Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado e marido da delegada investigada.
Segundo os investigadores, Francisco solicitava informações sigilosas à esposa, que teriam sido acessadas de maneira irregular. A PF afirma que os dados eram utilizados em ações de monitoramento contra adversários do grupo.
Quem fazia parte do grupo “A Turma”?
As apurações indicam que o núcleo investigado reunia nomes próximos de Daniel Vorcaro e operadores ligados à obtenção clandestina de informações sensíveis. Entre os integrantes citados pela PF estão:
- Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro
- Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado
- Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”
- Outros colaboradores envolvidos em monitoramentos e ameaças
Quais as ameaças contra jornalistas e ex-funcionários?
Entre os principais alvos citados na investigação está o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Conversas interceptadas apontariam ordens para agredir o profissional fisicamente.
Os investigadores afirmam que os diálogos continham referências a perseguições, ameaças e até possíveis invasões de dispositivos eletrônicos. Ex-funcionários e pessoas vistas como opositoras também teriam sido monitoradas pelo grupo.
Como foi a morte de Sicário?
Um dos personagens centrais da investigação era Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”. Ele morreu dois dias após ser preso pela PF, depois de atentar contra a própria vida dentro da cela.
A morte aumentou a repercussão da operação e ampliou a atenção sobre os métodos atribuídos ao grupo investigado. A PF segue analisando materiais apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Quais os próximos passos na investigação?
A Operação Compliance Zero já chegou à sexta fase e continua avançando sobre suspeitas de uso ilegal de estruturas policiais para beneficiar interesses privados. A corporação trabalha agora na análise de aparelhos eletrônicos e documentos recolhidos.
As autoridades acreditam que novas descobertas podem surgir nos próximos dias. O foco da investigação permanece na obtenção clandestina de dados sigilosos e no uso dessas informações para intimidar adversários ligados ao caso.