A expansão dos carros elétricos enfrenta um obstáculo inesperado em 2026: o furto sistemático de cabos de carregamento. O crime foca no valor do cobre, deixando eletropostos inoperantes em diversas regiões do Brasil.
Por que os cabos de carregamento viraram alvo do crime?
O problema não reside na tecnologia dos veículos, mas no alto valor do cobre no mercado internacional. Criminosos cortam os cabos das estações públicas para vender o metal como sucata, gerando um prejuízo desproporcional aos operadores da rede.
Enquanto o ladrão lucra poucos dólares, a reposição do equipamento custa centenas de reais e afasta usuários de carros elétricos que dependem da recarga pública. O paradoxo econômico atinge diretamente a confiança de quem planeja abandonar os modelos a combustão.
Qual a escala desse problema no cenário mundial?
Na Europa e nos Estados Unidos, o vandalismo em eletropostos já é considerado um problema estrutural por grandes empresas do setor. Revelou que 20% das tentativas de carregamento falham devido a danos físicos.
Operadoras na Alemanha registraram mais de 900 furtos em 2025, impactando a mobilidade urbana de forma severa. O fenômeno mostra que a transição energética exige mais do que baterias potentes; requer segurança física para os pontos de abastecimento.
Como os furtos de veículos elétricos cresceram no Brasil?
No Brasil, o cenário é alarmante tanto nas ruas quanto nas estações de recarga. Dados da empresa Ituran Brasil indicam que o roubo de modelos híbridos e eletrificados dobrou no estado de São Paulo, refletindo a maior valorização desses bens.
Abaixo, listamos os principais indicadores desse avanço criminoso no território nacional. Confira os números recentes:
- Ocorrências em São Paulo saltaram de 44 para 88 registros anuais.
- No Rio de Janeiro, o crescimento dos furtos chegou a 30% em 2025.
- O volume de cabos elétricos subtraídos no país atingiu 975 toneladas.
- O prejuízo estimado pelo furto de fiação no setor elétrico alcançou R$ 90 milhões.
Quais soluções as operadoras estão adotando contra o vandalismo?
Para mitigar as perdas, empresas do setor buscam inovações tecnológicas que dificultem a ação de criminosos. O uso de cabos retráteis que se escondem dentro do totem após o uso é uma das principais estratégias para evitar cortes livres.
Além disso, o monitoramento por inteligência artificial permite detectar a interrupção súbita do sinal elétrico. Segundo a energia sustentável, a proteção física dos ativos é agora tão importante quanto o desenvolvimento de novos algoritmos de eficiência energética para as baterias.
O Programa Mover prevê segurança para os eletropostos?
Embora o Programa Mover incentive a expansão da infraestrutura, ainda não há uma diretriz federal padronizada para a proteção física das estações. O financiamento público foca na instalação, mas a manutenção contra furtos segue como um desafio local das prefeituras e empresas.
Enfrentar o desafio do vandalismo é vital para que a mobilidade limpa continue avançando no país. Ao investir em soluções de segurança e exigir fiscalização rigorosa, o setor busca garantir que o motorista de carros elétricos não fique na mão justamente no momento em que mais precisa de energia para seguir viagem.