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Santa Catarina realiza megaoperação de R$ 333 milhões que já removeu areia do mar equivalente a duas mil piscinas olímpicas e amplia acesso para navios maiores

Por Felipe Dantas
20/abr/2026
Em Geral
Santa Catarina realiza megaoperação de R$ 333 milhões que já removeu areia do mar equivalente a duas mil piscinas olímpicas e amplia acesso para navios maiores

Obas de dragagem em praia de SC

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A obra de dragagem na Baía da Babitonga, em Santa Catarina, já alcança números impressionantes e se destaca como uma das maiores intervenções portuárias do país. O projeto avança na retirada de sedimentos e na preparação do canal para receber navios de grande porte.

Como está a dragagem na Baía Babitonga?

A megaobra de dragagem em andamento na Baía Babitonga já removeu cerca de 4,9 milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo do canal de acesso aos portos da região. Os trabalhos seguem em ritmo contínuo e já mostram a dimensão da intervenção.

Para comparação, esse volume equivale a quase duas mil piscinas olímpicas, considerando a média de 2,5 mil metros cúbicos por piscina. O dado ajuda a dimensionar a escala da transformação que ocorre no litoral norte catarinense. Veja imagens das obras na região (Reprodução/Instagram/Porto de São Francisco do Sul):

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Quanto material já foi retirado e qual a dimensão real dessa intervenção?

Desde o início das operações, a dragagem tem modificado profundamente a geografia do canal portuário. A utilização da draga Galileu Galilei tem sido essencial para alcançar as áreas mais críticas do leito marítimo.

O objetivo central é ampliar a profundidade do canal para até 16 metros, permitindo a operação de embarcações maiores. Esse avanço coloca a região em um novo patamar logístico dentro do cenário portuário brasileiro. Para entender melhor o impacto do volume já removido, alguns comparativos ajudam a visualizar a escala da obra:

  • Volume total já dragado de 4,9 milhões de m³
  • Equivalência aproximada de 2.000 piscinas olímpicas
  • Profundidade final projetada de 16 metros
  • Canal já com até 15 metros em trechos retilíneos

Para onde está indo o material retirado da Baía Babitonga?

Uma parte significativa dos sedimentos removidos não é descartada, mas reaproveitada em um processo de engordamento da faixa de areia de Itapoá. Já foram beneficiados cerca de 5 km dos 8 km previstos.

Além disso, outra parcela do material é destinada a uma área em alto-mar conhecida como “bota-fora”, autorizada pelo Ibama. O projeto total prevê o manejo de aproximadamente 12,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Esse reaproveitamento inclui diferentes destinos planejados:

  • Reforço e ampliação da praia de Itapoá
  • Deposição em área marítima licenciada (bota-fora)
  • Melhoria da estabilidade costeira da região
  • Apoio ao equilíbrio ambiental do sistema estuarino

Como funciona o investimento e a parceria inédita na obra portuária?

A dragagem da Baía Babitonga conta com um investimento total de aproximadamente R$ 333 milhões, estruturado por meio de uma parceria inédita no Brasil. Pela primeira vez, um porto público e um terminal privado atuam juntos nesse modelo. Veja os detalhes dos investimentos:

Por que a Baía Babitonga se prepara para receber navios gigantes?

Com a conclusão da dragagem, o complexo portuário da região estará apto a receber navios de até 366 metros de comprimento, ampliando significativamente sua capacidade operacional. Isso coloca a Babitonga entre os principais hubs logísticos do país.

A profundidade do canal, que chegará a 16 metros, é um fator decisivo para a entrada de embarcações de grande porte totalmente carregadas. Isso reduz custos logísticos e aumenta a competitividade dos portos locais. Na prática, a região passa a integrar um grupo restrito de complexos portuários brasileiros capazes de operar com navios de grande escala.

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