Uma megaferrovia de 575 km, conhecida como EF-118 ou Anel Ferroviário do Sudeste, está entre os projetos mais ambiciosos de infraestrutura do Brasil. A proposta prevê integração logística entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro.
Como a megaferrovia pode transformar a logística do Sudeste?
A nova ferrovia deve alterar significativamente o fluxo de cargas na região, reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Isso tende a diminuir custos e aumentar a eficiência no deslocamento de grandes volumes.
Além disso, o projeto busca fortalecer a competitividade do Brasil no comércio exterior, especialmente no transporte de commodities como minério de ferro e produtos agrícolas.
Por quais municípios a megaferrovia vai passar?
O objetivo central é modernizar o transporte de cargas e reduzir custos no escoamento de grãos, minérios e fertilizantes, conectando regiões produtivas a importantes polos portuários e industriais do Sudeste.
A ferrovia deve atravessar cerca de 24 municípios, criando um novo corredor logístico entre dois estados estratégicos para a economia brasileira. O traçado reforça a ligação entre áreas agrícolas, industriais e portuárias. Antes de detalhar os impactos territoriais, é importante entender os principais eixos do projeto que estruturam essa rota ferroviária:
- Conexão entre Espírito Santo e Rio de Janeiro
- Trajeto principal entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ)
- Possível expansão até Nova Iguaçu (RJ)
- Inclusão de trechos da antiga EF-103
Qual é o investimento e em que fase está o projeto?
O empreendimento tem investimento estimado em cerca de R$ 6,6 bilhões, segundo o governo federal. A proposta já avançou em etapas importantes de planejamento institucional.
Em dezembro de 2025, o plano de outorga da concessão foi aprovado pelo Ministério dos Transportes. Agora, o projeto aguarda análise do TCU (Tribunal de Contas da União) para viabilizar o edital previsto para 2026.
Qual será a capacidade e a integração da ferrovia com os portos?
A ferrovia foi planejada para integrar importantes estruturas portuárias do Sudeste, ampliando a eficiência logística da região. O foco é conectar centros produtores a saídas estratégicas para exportação.
Entre os principais dados operacionais e de integração do projeto, destacam-se:
- Capacidade estimada de até 24 milhões de toneladas por ano
- Ligação com o Porto do Açu (RJ)
- Integração com os portos de Ubu (ES) e Central (ES)
- Conexão com a malha ferroviária existente
Quando a megaferrovia deve começar a operar no Brasil?
A previsão atual indica que a megaferrovia pode entrar em operação entre 2033 e 2035, dependendo do avanço das etapas regulatórias e do leilão da concessão.
Antes disso, o projeto ainda precisa superar a fase de aprovação do TCU e a publicação do edital, etapas decisivas para o início das obras e definição do operador responsável pela linha férrea.