No entroncamento das BR-163 e BR-364, Rondonópolis abriga o maior terminal ferroviário de grãos da América Latina. A segunda maior economia do Mato Grosso é Capital Nacional do Agronegócio e do Bitrem ao mesmo tempo.
O terminal ferroviário que move o agro brasileiro
O Terminal de Rondonópolis (TRO), operado pela Rumo Logística, tem capacidade anual de 40 milhões de toneladas e recebe até 2 mil caminhões por dia no auge da safra. Dali saem trens de 120 vagões com cerca de 11,5 mil toneladas de grãos em direção ao Porto de Santos.
Em abril de 2026, a prefeitura confirmou que a multinacional chinesa COFCO investirá mais de R$ 2 bilhões para transformar sua unidade local no maior complexo de esmagamento de soja do Brasil. A capacidade saltará de 4,5 mil para cerca de 10 mil toneladas diárias de soja processada.
Como é viver na segunda maior cidade do Mato Grosso?
A cidade abriga cerca de 250 mil habitantes e completou 72 anos em dezembro de 2025, segundo a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). O comércio aquecido e a indústria em expansão mantêm o município com taxa de desemprego historicamente baixa.
Bairros como o Jardim Guanabara, o Vila Aurora e o Centro concentram o cotidiano urbano, com ruas arborizadas e infraestrutura completa. A presença da UFR e de faculdades particulares atrai estudantes do sudeste do estado e garante um público jovem em bares e restaurantes aos fins de semana.
Rondonópolis, no sudeste de Mato Grosso, destaca-se como o maior polo industrial do interior do estado. Este vídeo do canal Cidades & Cia apresenta um panorama detalhado da cidade:
O que fazer além de ver os trens da soja?
A cidade foge do eixo turístico clássico de Mato Grosso, mas tem atrativos naturais surpreendentes no entorno. A maioria fica a menos de uma hora do centro e combina cerrado, rios e formações rochosas.
- Cidade de Pedra: complexo rochoso de cerca de 1.000 hectares no Parque Ecológico João Basso, com formações de até 100 metros de altura.
- Complexo Turístico Carimã: cachoeiras e piscinas naturais a 60 km do centro, estrutura para banho e piquenique.
- Casario: 24 casas de adobe e alvenaria que contam a história da cidade, com a primeira construção datada de 1930.
- Reserva Indígena Tadarimana: mais de 9 mil hectares ocupados pelo povo Bororo, às margens do Rio Vermelho.
- Horto Florestal: área verde urbana com macacos, jabutis e trilhas curtas no centro da cidade.
- Museu Rosa Bororo: uma das edificações mais antigas do município, com acervo sobre a história local e o Marechal Rondon, patrono da cidade.
A mesa do mato-grossense chega ao prato
A gastronomia local mistura o cerrado, a influência sul-rio-grandense trazida pelos migrantes e a fartura típica do interior. Carnes grelhadas, peixes de rio e pratos simples convivem no cardápio das churrascarias e restaurantes regionais.
- Pintado na brasa: peixe de rio servido inteiro, grelhado lentamente e acompanhado de arroz branco e farofa de banana.
- Arroz carreteiro: prato herdado dos tropeiros, com carne-seca desfiada, temperos e toque de pimenta de cheiro.
- Espetinho de carne: tradição das churrascarias locais, feito com picanha e acompanhamento de mandioca frita.
- Doce de buriti: calda espessa feita com o fruto do cerrado, muito comum em feiras da região.
Qual é o clima da capital do agro?
O clima é tropical típico de cerrado, com verão quente e chuvoso e inverno seco. As temperaturas passam de 35°C no fim da estiagem e marcam mínimas agradáveis em junho e julho.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar ao entroncamento do Centro-Oeste?
Rondonópolis fica a 210 km de Cuiabá pela BR-364, cerca de 3 horas de carro. O Aeroporto Maestro Marinho Franco (ROO) recebe voos regionais, e a cidade tem linhas rodoviárias regulares para Goiânia, Brasília e outras capitais do Centro-Oeste.
Venha conhecer a cidade que move o agro brasileiro
Rondonópolis combina cotidiano de interior, economia em ritmo de metrópole e uma natureza de cerrado que poucos visitantes esperam encontrar. A cidade cresce sem perder a identidade de terra de migrantes que chegaram para plantar soja e ficaram para construir um polo industrial.
Você precisa subir até a Cidade de Pedra ao pôr do sol e entender como uma cidade de 72 anos se tornou o coração logístico do agro brasileiro.