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O paraíso silencioso no Brasil onde ninguém afunda e as águas parecem desafiar a gravidade

Por Guilherme Silva
23/mar/2026
Em Geral
Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

Ponto turístico em Jalapão - Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

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No leste do Tocantins, onde o sinal de celular desaparece e a estrada de asfalto dá lugar a 165 km de areia, o Jalapão guarda um cerrado praticamente intocado. São dunas alaranjadas, nascentes cristalinas que impedem qualquer pessoa de afundar e comunidades quilombolas que transformam uma sempre-viva em ouro nesse paraíso no Brasil.

Um parque de 158 mil hectares no coração do Brasil?

O Parque Estadual do Jalapão foi criado em 2001 pelo governo do Tocantins e completou 25 anos em janeiro de 2026. Com mais de 158 mil hectares concentrados no município de Mateiros, a unidade é gerida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Em 2023, as dunas e a Serra do Espírito Santo receberam quase 54 mil visitantes.

O parque integra um mosaico que inclui a APA do Jalapão (461 mil hectares) e a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. Juntas, essas áreas formam o maior trecho contínuo de cerrado em alto grau de conservação do país. A fauna abriga espécies ameaçadas, como o pato-mergulhão.

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Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos
Dunas do Jalapão nasceram da erosão do arenito da Serra do Espírito Santo – Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

O que são os fervedouros e por que ninguém afunda?

Os fervedouros são nascentes de rios subterrâneos onde a pressão da água que brota da areia cria um fenômeno chamado ressurgência. Essa força impede que os visitantes toquem o fundo, mesmo em pontos com mais de 20 metros de profundidade. A sensação é de flutuar sem esforço em piscinas naturais de tons entre o azul-turquesa e o verde-esmeralda.

Já foram descobertos mais de vinte fervedouros na região, cada um com tamanho e cor diferentes. O Fervedouro do Ceiça foi o primeiro a ser aberto ao turismo. O Fervedouro Bela Vista é considerado o mais bonito, com a maior piscina entre todos. O Buritizinho se destaca pela água de azul intenso. Todos exigem agendamento e acompanhamento de guia local.

O Jalapão, situado no extremo leste do Tocantins, é um dos destinos mais impressionantes do Brasil, conhecido pelas suas águas cristalinas, fervedouros únicos e paisagens de dunas alaranjadas. O vídeo é do canal Rolê Família, que conta com cerca de 52 mil subscritores, e apresenta um guia completo de 5 dias realizado com a agência Nativos Jalapão:

Dunas, cachoeiras e formações rochosas que mudam de cor

As Dunas do Jalapão nasceram da erosão do arenito da Serra do Espírito Santo. O vento moldou a areia fina ao longo de milhares de anos e criou as únicas dunas formadas dentro do bioma Cerrado. No fim da tarde, o dourado da areia se transforma em cobre, e o silêncio só é quebrado pelo vento que desce a serra. A visitação acontece entre 14h e 17h30.

  • Cachoeira da Velha: a maior queda do parque, com 15 metros de altura em formato de ferradura. O volume de água impede o banho, mas a Prainha do Rio Novo fica logo adiante.
  • Cachoeira do Formiga: poço de águas verde-esmeralda com fundo de areia branca. Trilha curta e acessível para famílias.
  • Pedra Furada: formação de arenito com aberturas esculpidas pelo vento, a 1,5 km de trilha leve. As frestas filtram a luz do pôr do sol.
  • Serra da Catedral: paredões de arenito que lembram torres góticas, a 35 km de Ponte Alta do Tocantins.
Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos
Jalapão entrega o que poucos destinos brasileiros conseguem – Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

Capim dourado: o ouro que nasce das veredas

O capim dourado não é capim. É uma sempre-viva (Syngonanthus nitens) nativa das veredas do Jalapão, cujo brilho dourado vem da alta concentração de alumínio no solo. Indígenas da etnia Xerente ensinaram a técnica de costura aos moradores da comunidade quilombola de Mumbuca, no início do século XX. Desde então, o saber passa de geração em geração.

Em 2024, Mateiros foi declarada Capital Nacional do Capim Dourado por lei federal. O artesanato é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro. A colheita só é permitida entre 20 de setembro e 20 de novembro, e a matéria-prima não pode sair da região in natura. Na loja da Associação de Mumbuca, artesãs vendem bolsas, biojoias e mandalas costuradas com seda de buriti.

O que comer no cerrado profundo?

A culinária do Jalapão reflete a vida no campo e a riqueza do cerrado. As refeições são preparadas em fogão a lenha, com ingredientes colhidos no dia.

  • Paçoca de carne de sol: feita no pilão, servida com arroz, feijão e mandioca. É o prato mais tradicional da região.
  • Doces e sucos de buriti: a palmeira onipresente no Jalapão aparece em sobremesas, sorvetes e bebidas.
  • Galinha caipira: criada solta nos povoados, servida com arroz de pequi nos restaurantes comunitários.

Quando ir ao Jalapão?

Faz calor o ano inteiro, mas há duas estações bem definidas. A seca, de maio a setembro, é a melhor época: estradas mais firmes, fervedouros mais cristalinos e céu aberto. Na estação chuvosa, de outubro a abril, a paisagem fica verde, mas os acessos podem virar atoleiros.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo para Mateiros, cidade-base do Jalapão. Condições podem variar.

Como chegar ao Jalapão saindo de Palmas?

O ponto de partida é Palmas, que recebe voos diretos de Brasília, São Paulo e Goiânia. De lá, são cerca de 300 km até Mateiros pela TO-050 e TO-255. O trecho asfaltado vai até Ponte Alta do Tocantins (135 km); depois, são 165 km de estrada de terra que exigem veículo 4×4. A viagem leva de cinco a seis horas. Agências credenciadas pelo Naturatins operam pacotes com transporte, guia e hospedagem.

O cerrado que ainda parece segredo

O Jalapão entrega o que poucos destinos brasileiros conseguem: silêncio absoluto, paisagens que mudam de cor a cada hora do dia e o encontro com comunidades que vivem do cerrado sem degradá-lo. Entre dunas, fervedouros e o brilho do capim dourado, a região prova que o interior do Brasil ainda guarda cenários capazes de surpreender viajantes experientes.

Você precisa cruzar o cerrado de janela aberta, flutuar num fervedouro e ver o sol desaparecer atrás das dunas para entender por que o Jalapão ainda parece um segredo bem guardado.

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