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Início Saúde

Alerta: Anvisa faz apreensão de medicamentos falsos; veja a lista

Por Felipe Dantas
06/jun/2025
Em Saúde
Anvisa manda recolher lotes de medicamento usado no tratamento de pressão alta

Anvisa - Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A falsificação de medicamentos é um problema crescente que ameaça a saúde pública em todo o mundo. Nesta terça-feira (3/6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreendeu lotes de dois medicamentos, Rybelsus e Ofev, por se tratarem de produtos falsificados. A ação foi divulgada no Diário Oficial da União, destacando a importância de medidas rigorosas para combater essa prática ilegal.

O Rybelsus, fabricado pela Novo Nordisk, é um medicamento utilizado no tratamento de adultos com diabetes tipo 2. O lote M088499 foi identificado como falsificado, pois não foi produzido pela empresa original. Este medicamento é conhecido por conter semaglutida, um princípio ativo que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue sem a necessidade de injeções diárias.

Como a decisão da Anvisa foi motivada?

Alerta: Anvisa faz apreensão de medicamentos falsos; veja a lista
Medicamento – Créditos: depositphotos.com / motorolka

A decisão da Anvisa de apreender lotes dos medicamentos Rybelsus e Ofev foi motivada pela identificação de que os produtos eram falsificados.

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As próprias empresas fabricantes (Novo Nordisk para Rybelsus e Boehringer Ingelheim para Ofev) não reconheceram os lotes em questão em suas bases oficiais, o que configura falsificação.

A falsificação foi detectada por diversas inconsistências, incluindo:

  • Diferença na coloração dos comprimidos (no caso do Rybelsus).
  • Número de lote inexistente na base oficial da empresa.
  • Embalagens com erros de grafia ou impressão.
  • Inconsistências no formato e na textura das cápsulas.

A apreensão desses medicamentos visa proteger a saúde da população, uma vez que produtos falsificados não possuem controle de qualidade e podem não conter o princípio ativo correto, ter doses inadequadas, ou até mesmo estar contaminados, representando sérios riscos para os pacientes que dependem desses tratamentos.

Quais são os riscos associados à falsificação de medicamentos?

A falsificação de medicamentos representa um risco significativo para a saúde dos pacientes. Produtos falsificados podem conter ingredientes ineficazes ou até mesmo prejudiciais, comprometendo o tratamento e a segurança dos usuários. No caso do Ofev, utilizado para tratar a fibrose pulmonar idiopática e outras condições pulmonares, o lote 681522 foi considerado falsificado, pois não foi reconhecido pela fabricante Boehringer Ingelheim do Brasil.

Os medicamentos falsificados podem levar a consequências graves, incluindo a falha no tratamento de doenças críticas, reações adversas inesperadas e a resistência a medicamentos. Por isso, é essencial que os consumidores adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos devidamente regularizados.

1. Risco à Saúde do Paciente:

  • Ausência de efeito terapêutico: Medicamentos falsificados podem não conter o princípio ativo correto, ter uma dose insuficiente ou até mesmo não ter nenhum princípio ativo. Isso torna o tratamento ineficaz, o que é especialmente perigoso para doenças crônicas ou infecciosas, podendo agravar o quadro clínico e levar à morte.
  • Substâncias tóxicas: Produtos adulterados podem conter ingredientes prejudiciais, como ácido bórico, polidor de piso, tinta com chumbo, mercúrio, arsênico, veneno de rato ou cimento. A ingestão dessas substâncias pode causar intoxicações, reações alérgicas severas, danos irreversíveis a órgãos (como fígado e coração), infecções, tumores e até mesmo ser fatal.
  • Doses incorretas: A quantidade do princípio ativo pode ser muito alta ou muito baixa. Doses elevadas podem levar a overdose e efeitos colaterais graves, enquanto doses baixas podem não ser suficientes para tratar a doença, contribuindo para a resistência antimicrobiana em casos de antibióticos e antivirais.
  • Contaminação: A falta de controle de qualidade na fabricação ilegal pode resultar na contaminação do medicamento por bactérias, fungos, metais pesados ou outras toxinas.
  • Interações perigosas: Medicamentos falsificados podem reagir de forma inesperada com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando, prejudicando a eficácia do tratamento e causando complicações.
  • Dificuldade de diagnóstico e tratamento: Os sintomas causados por medicamentos falsificados podem ser incomuns, dificultando o diagnóstico correto e o tratamento adequado das reações adversas.

2. Impacto na Saúde Pública e no Sistema de Saúde:

  • Aumento de internações hospitalares e custos de saúde: A ineficácia ou os efeitos adversos dos medicamentos falsificados podem levar a mais internações, agravamento de doenças e a necessidade de tratamentos mais complexos e caros.
  • Desconfiança nos tratamentos médicos e no sistema de saúde: A circulação de medicamentos falsificados erode a confiança dos pacientes nos profissionais de saúde, nas farmácias e nas autoridades reguladoras, o que pode levar à adesão inadequada aos tratamentos.
  • Aumento da resistência antimicrobiana: Quando antibióticos ou antivirais falsificados contêm doses muito baixas do princípio ativo, as bactérias e vírus podem desenvolver resistência, tornando esses medicamentos ineficazes no futuro.
  • Dificuldade de controle e rastreamento: Medicamentos falsificados não passam pelos processos regulatórios e de inspeção, o que dificulta o rastreamento e a retirada do mercado em caso de problemas.

3. Consequências Econômicas e Sociais:

  • Perda de receita para a indústria farmacêutica legítima: A venda de medicamentos falsificados “rouba” o mercado de produtos autênticos, gerando prejuízos financeiros para as empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e controle de qualidade.
  • Prejuízo fiscal para o Estado: A venda de medicamentos falsificados é uma atividade ilegal que não paga impostos, gerando perda de receita para o governo e limitando investimentos em saúde pública.
  • Financiamento de atividades criminosas: A falsificação de medicamentos é um crime global e lucrativo, muitas vezes ligada a redes criminosas organizadas.

Como identificar medicamentos falsificados?

Identificar medicamentos falsificados pode ser desafiador, mas algumas medidas podem ajudar a garantir a autenticidade dos produtos. A Anvisa recomenda que os consumidores e profissionais de saúde adquiram medicamentos sempre na embalagem completa e com a emissão da nota fiscal. Além disso, é importante verificar se a embalagem apresenta sinais de adulteração ou divergências em relação ao produto original.

  • Adquirir medicamentos em farmácias e drogarias autorizadas.
  • Verificar a integridade da embalagem e do lacre.
  • Conferir o número do lote e a data de validade.
  • Consultar o fabricante em caso de dúvidas sobre a autenticidade.

O que fazer ao suspeitar de um medicamento falsificado?

Se houver suspeita de que um medicamento é falsificado, a Anvisa orienta que ele não seja utilizado. Os consumidores devem entrar em contato com a empresa detentora do registro do produto para verificar a autenticidade do lote. Profissionais de saúde podem notificar a Anvisa por meio do sistema Notivisa, enquanto pacientes podem utilizar a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação, o FalaBR.

Essas ações são fundamentais para proteger a saúde pública e garantir que medicamentos seguros e eficazes estejam disponíveis para todos. A colaboração entre autoridades reguladoras, fabricantes e consumidores é essencial para combater a falsificação de medicamentos e proteger a saúde da população.

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