O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou o acordo de delação premiada firmado por João Carlos Mansur, ex-proprietário da gestora de fundos Reag. A informação foi confirmada por pessoas a par das investigações.
O acordo de colaboração foi fechado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no fim de agosto, mas ainda dependia da validação do Supremo para produzir efeitos. Inicialmente encaminhado ao ministro André Mendonça, relator original do Caso Master, o pedido ficou pendente em meio ao impasse sobre a condução dos processos relacionados à investigação.
Em setembro, Mansur chegou a ser ouvido por um juiz auxiliar de Mendonça, conforme informações divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Como parte da colaboração, o empresário se comprometeu a pagar cerca de R$ 40 milhões e apresentou 17 frentes de colaboração às autoridades. Entre os nomes mencionados nos anexos da delação está o de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A Reag foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano, em meio às investigações do Caso Master, conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero. A gestora também é alvo de investigação na Operação Carbono Oculto.
A homologação da delação de Mansur ocorre enquanto a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal rejeitam propostas de colaboração apresentadas por Vorcaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. O acordo poderá acrescentar novas informações às apurações sobre as operações envolvendo o Banco Master e a Reag.
