Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (5) novas sanções contra integrantes da estrutura econômica, financeira e militar do regime cubano. A medida atinge oito entidades e duas pessoas, incluindo empresas chinesas acusadas por Washington de fornecer armamentos, equipamentos de vigilância e recursos de segurança ao governo de Cuba.
Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste, o anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, em uma publicação na rede social X. Ele afirmou que os Estados Unidos não tolerarão redes comunistas consideradas subversivas no hemisfério ocidental.
Segundo Rubio, o governo cubano depende de uma rede de empresas estatais, sociedades com participação estrangeira e intermediários internacionais para manter suas operações. O secretário também acusou países aliados de Havana de fornecer equipamentos que fortalecem as forças militares da ilha e representam ameaças à segurança americana.
Entre os alvos das sanções estão a China National Electronics Import and Export Corporation e a Beijing H&C Technologies. De acordo com o governo americano, as companhias participam do fornecimento de armamentos e equipamentos de vigilância e segurança às forças cubanas.
Sanções atingem transporte marítimo e setor petrolífero
As medidas também alcançam uma rede de transporte marítimo de petróleo, empresas estatais cubanas responsáveis por importações e suporte técnico, além de intermediários financeiros ligados ao governo. Cinco embarcações foram identificadas como propriedades bloqueadas.
Paralelamente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou a aplicação de sanções contra estrangeiros que atuem nos setores de eletrônicos, indústria, atividades marítimas e tecnologia da economia cubana.
A iniciativa amplia a pressão do governo de Donald Trump sobre Havana em meio ao agravamento da crise econômica e energética da ilha. Cuba enfrenta apagões prolongados, escassez de combustíveis e dificuldades para manter o abastecimento de energia.
A ofensiva ocorre ainda em um cenário de aproximação militar e tecnológica entre Cuba, China e Rússia, relação que Washington considera uma ameaça à segurança nacional americana.
