Uma acusação de fraude industrial e concorrência desleal envolvendo a farmacêutica Cimed chegou à Justiça de São Paulo. Em queixa-crime apresentada na terça-feira (3), a fabricante mineira Suavetex afirma que a empresa teria se apropriado de fórmulas de seis produtos de higiene bucal desenvolvidos por sua equipe durante negociações para uma possível aquisição.
Segundo a Suavetex, a Cimed demonstrou interesse em comprar a fabricante e chegou a oferecer R$ 120 milhões pelo negócio. No entanto, as negociações teriam sido interrompidas depois que a farmacêutica teve acesso a informações sobre os produtos. Posteriormente, a empresa teria lançado itens semelhantes no mercado sob a marca Super.
Sociedade com Globo e empresa de Luciano Huck
Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste nesta quinta-feira (05), a disputa também envolve uma sociedade comercial entre a Cimed, a TV Globo e uma empresa controlada por Luciano Huck, registrada como Cilab S.A. A composição societária prevê participação de 70% da farmacêutica, 25% da emissora e 5% da empresa do apresentador.
Huck e Roberto Marinho Neto, executivo da Globo Ventures, foram incluídos no processo como testemunhas. A Suavetex pretende esclarecer se ambos tinham conhecimento da suposta apropriação das fórmulas e se o lançamento dos produtos foi discutido entre os sócios.
Apesar de terem sido chamados como testemunhas, nenhum dos dois é acusado de participação na suposta irregularidade.
A Cimed nega as acusações e afirma que suas relações comerciais são pautadas pela boa-fé. Segundo o site Notícias da TV, Luciano Huck e a Globo também negam envolvimento na suposta fraude.
