Dezenas de funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficaram sem receber o salário de outubro após o presidente do órgão, Márcio Pochmann, determinar o desconto integral, em parcela única, dos dias de greve realizados em agosto e setembro.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo nesta quarta-feira (04), a medida atingiu servidores de todo o país, mas teve maior impacto na Bahia, onde a adesão à paralisação foi mais expressiva.
O sindicato tentou reverter a decisão e acionou os ministérios do Planejamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Na semana anterior ao segundo turno das eleições, as pastas teriam solicitado à direção do instituto a suspensão dos descontos. Segundo a entidade, Pochmann também não atendeu a um ofício do senador Paulo Paim, enviado em agosto, nem aos pedidos da Secretaria da Presidência da República para a retomada das negociações.
De acordo com o sindicato, o presidente do IBGE nunca recebeu a atual diretoria da entidade, eleita em outubro do ano passado. A organização também questiona a decisão na Justiça e na esfera administrativa, sob o argumento de que os descontos deveriam ter sido definidos após um acordo entre as partes, conforme as normas aplicáveis ao funcionalismo público.
O que diz o IBGE
Em nota, o instituto afirmou que possui autonomia institucional e atua em conformidade com as normas da Administração Pública Federal. Segundo o órgão, os procedimentos seguiram as orientações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, previstas na Instrução Normativa SRT/MGI nº 49.
O IBGE acrescentou que comunicou oficialmente ao sindicato que as negociações seriam iniciadas após o período de defeso eleitoral.
