• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Política

Flávio recua e se diz líder da direita

Por Junior Melo
28/out/2026
Em Política
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta na qual alega fraude eleitoral, critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que vai liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diretamente dos Estados Unidos, onde está com a família.

Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, republicou o texto nas redes sociais sem a declaração. Apesar da retirada da frase, a carta mantém os questionamentos ao resultado das urnas e a promessa de coordenar a oposição fora do país.

Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno, realizado no domingo (25). Segundo os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto o senador obteve 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Leia Também

Bomba: A ordem para apreender passaporte de Flávio teria partido do próprio Lula, diz Cláudio Humberto

Tarcísio reage à carta de Flávio Bolsonaro e diz que é preciso respeitar resultado das urnas

Trump diz que não vai se envolver após Flávio se autodeclarar presidente

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu o senador. A carta, porém, não apresenta provas que sustentem a acusação de irregularidades na votação ou na apuração.

Flávio questiona horário da votação, mas números do TSE não sustentam acusação

Um dos principais argumentos apresentados por Flávio é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação até as 19h em razão de problemas no transporte público em algumas cidades. O senador afirma que a medida, adotada por um ministro que chamou de “ex-advogado do Lula”, teria permitido uma “impossibilidade matemática”: o crescimento de mais de 10 milhões de votos do petista entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais do TSE, no entanto, não sustentam essa interpretação. Em nota divulgada na terça-feira (27), o tribunal informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, outros 1.981 entre 18h e 19h e apenas 13 após as 19h.

Das 497.333 seções eleitorais do país, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, enquanto 24.268 funcionaram depois desse horário. Mesmo que todos os votos registrados no período adicional tivessem sido destinados a Lula, o total representaria menos de 1% da diferença final entre os candidatos.

Além disso, no primeiro turno, cerca de 3,7 milhões de eleitores votaram depois das 17h por estarem na fila, conforme prevê o Código Eleitoral, sem que houvesse prorrogação geral do horário de votação.

O crescimento de Lula entre os dois turnos também pode ser explicado pela redistribuição dos votos. No primeiro turno, aproximadamente 9,3 milhões de votos válidos foram destinados a candidatos que não chegaram à etapa final. No segundo turno, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o total de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões.

Somados, esses fatores representam aproximadamente 14,1 milhões de votos adicionais disponíveis para os dois candidatos. Desse total, Lula ganhou cerca de 10,4 milhões de votos, enquanto Flávio ampliou sua votação em aproximadamente 3,7 milhões.

A prorrogação do horário foi solicitada pela coligação de Lula, após problemas na circulação de ônibus em diferentes cidades. A campanha de Flávio também havia pedido ao TSE a extensão da votação em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, alegando que as condições meteorológicas prejudicaram o comparecimento dos eleitores. A carta divulgada pelo senador não menciona essa solicitação.

Resultado foi proclamado por ministro indicado por Jair Bolsonaro

O resultado oficial foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, afirmou o ministro após a divulgação do resultado.

Além da manifestação do tribunal, integrantes do próprio campo político de Flávio reconheceram a derrota. O PL, partido do senador, divulgou nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE. O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa, também reconheceu a derrota em vídeo publicado na terça-feira (27).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fez campanha para Flávio, reconheceu a vitória de Lula e afirmou que “a eleição passou”, ao defender a organização da direita para atuar na oposição. Os presidentes do Republicanos, Marcos Pereira, e do União Brasil, Antonio Rueda, também cumprimentaram o presidente eleito.

Carta aproxima Flávio da estratégia adotada por Juan Guaidó

Ao contestar o resultado eleitoral e afirmar que atuará politicamente do exterior, Flávio faz referência ao venezuelano Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019, após contestar a reeleição de Nicolás Maduro.

Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional venezuelana, foi reconhecido pelos Estados Unidos durante o primeiro governo de Donald Trump e por dezenas de outros países. Ele chegou a montar uma estrutura paralela de governo, mas não conseguiu assumir o controle do Estado. A própria oposição venezuelana encerrou o chamado governo interino no fim de 2022, e Guaidó deixou o país no ano seguinte.

Apesar da comparação, há diferenças entre os dois casos. Guaidó atuava dentro da Venezuela, ocupava um cargo institucional e contestava uma eleição questionada por observadores internacionais. Flávio, por sua vez, está nos Estados Unidos e contesta um resultado reconhecido pelo TSE, pelo próprio partido e por importantes aliados políticos.

Na carta, o senador também cita outros nomes que atuaram no exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Edmundo González e María Corina Machado. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu.

Até o momento, o apoio do governo Trump ao senador se limitou à autorização para sua entrada em território americano, sem indicação de que os Estados Unidos tenham reconhecido qualquer alegação de fraude ou uma eventual reivindicação de vitória.

Flávio critica decisão sobre passaportes e inquérito

O documento também critica uma decisão judicial relacionada a uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Sem citar nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, o parlamentar afirma que, “sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral”, o magistrado teria colocado em funcionamento a “máquina de perseguição política do regime”.

No âmbito do inquérito, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. Na terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador, que já havia deixado o Brasil.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, declarou Flávio na carta.

Senador promete liderar oposição dos Estados Unidos

Na parte final do documento, Flávio se dirige a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger e cita o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado.

“Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer”, escreveu.

O senador promete se manifestar regularmente à população e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição “por todos os meios pacíficos e legítimos”. Seu mandato no Senado termina em fevereiro de 2027.

A carta marca a primeira manifestação pública de Flávio após a derrota eleitoral e indica que ele pretende manter protagonismo na oposição mesmo fora do país. Embora tenha retirado da segunda publicação a frase em que se declarava presidente eleito, o senador continuou questionando o resultado oficial sem apresentar evidências que comprovem a acusação de fraude.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

Motta articula reforma eleitoral para conter avanço da direita e principalmente o PL

PRÓXIMO

Trump diz que não vai se envolver após Flávio se autodeclarar presidente

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se