O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou à CNN Brasil neste domingo (25) que a frota de ônibus da capital está operando normalmente e que a oferta de veículos supera a demanda durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo Nunes, a operação conta com a quantidade de coletivos utilizada nos dias úteis, e a Prefeitura acompanha a circulação. A declaração rebate acusações da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que questionou o cumprimento integral de uma decisão judicial para manter 100% da frota operacional em circulação.
Mais cedo, a federação acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e pediu a extensão da votação por duas horas, alegando que a oferta reduzida de transporte poderia dificultar o deslocamento dos eleitores.
A determinação judicial foi proferida na sexta-feira (23), após ação popular apresentada por parlamentares do PSOL. A decisão estabeleceu que a Prefeitura e a SPTrans disponibilizassem a frota praticada em dias úteis, sob pena de multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da empresa municipal.
A administração municipal afirmou que recebeu a decisão com menos de 24 horas de antecedência e que a reorganização exigiria mobilizar mais de 10 mil trabalhadores. No primeiro turno, segundo a Prefeitura, 6,9 mil ônibus atenderam uma demanda de 3,4 milhões de passageiros.
Questionamentos sobre a circulação de ônibus também foram registrados em outras regiões. Segundo a CNN, partidos acionaram a Justiça Eleitoral em São Paulo e na Bahia, enquanto, em Sergipe, a Justiça determinou a recomposição da frota intermunicipal.
