O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou ao Ministério Público Eleitoral um parecer sobre as medidas adotadas pela Meta para assegurar tratamento igualitário às candidaturas nas plataformas digitais. O prazo estabelecido para a manifestação é de 24 horas.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil nesta quarta-feira (21), a empresa, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, passou a ser questionada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontar um suposto favorecimento ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A Meta nega interferência no processo eleitoral ou favorecimento político. Segundo a empresa, os problemas relatados estariam relacionados a questões técnicas.
Meta foi questionada sobre tratamento igualitário
Relator do caso, Bellizze reuniu-se na terça-feira (20) com representantes da companhia. O encontro ocorreu após a empresa prestar informações sobre o cumprimento de uma determinação do TSE que exige isonomia no tratamento das candidaturas nas plataformas digitais.
Diante dos questionamentos sobre possível favorecimento, a Meta foi intimada a informar, em 24 horas, quais medidas adotou para garantir igualdade na distribuição e na veiculação de conteúdos eleitorais.
Comitê de Supervisão aponta falhas
Apesar da posição oficial da empresa, o Comitê de Supervisão da Meta apontou falhas no controle de conteúdo e questionou a transparência das operações da plataforma no Brasil, segundo as informações apresentadas no caso.
A solicitação de parecer ao Ministério Público representa mais uma etapa da análise conduzida pelo TSE. Até o momento, as alegações de favorecimento político permanecem sob questionamento, e não há, nas informações fornecidas, uma conclusão judicial definitiva de que a Meta tenha beneficiado qualquer candidatura.
