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Início Brasil

MP aciona Justiça contra Eduarda Campopiano por chamar Erika Hilton de “homem biológico”

Por Junior Melo
21/out/2026
Em Brasil, Justiça, Política
Eduarda Campopiano (PL) e Erika Hilton (PSOL) — Foto: Montagem/Yasmin Braga/TV Tribuna/Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Eduarda Campopiano (PL) e Erika Hilton (PSOL) — Foto: Montagem/Yasmin Braga/TV Tribuna/Renato Araújo/Câmara dos Deputados

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou, nesta terça-feira (20), uma ação civil pública contra Eduarda Campopiano, vereadora de Praia Grande (SP) eleita deputada estadual, por uma publicação na rede social X em que se referiu à deputada federal Erika Hilton como “homem biológico”.

A manifestação foi publicada em 5 de outubro. Erika Hilton é uma mulher trans, e a publicação de Campopiano questionou sua presença na política. A vereadora também se apresenta publicamente como a “maior inimiga das feministas”.

MP pede indenização de R$ 100 mil

A ação, assinada pelo promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro e pela analista jurídica Clarissa Chagas Donda, sustenta que a declaração representou uma negação pública da identidade de gênero de Erika Hilton, com possíveis consequências para a comunidade trans e para a sociedade.

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Entre os pedidos apresentados à Justiça está o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais. Caso a indenização seja concedida, o valor deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID).

O Ministério Público também pede que Campopiano participe de um curso de letramento sobre inclusão social e combate à homotransfobia, com carga horária mínima de 50 horas e conclusão em até um ano.

Ação pede retratação e restrições a novas manifestações

Outro pedido é que a parlamentar publique uma retratação em veículos de ampla circulação. A ação também solicita que a Justiça determine que ela se abstenha de realizar novas manifestações consideradas transfóbicas, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

Os pedidos ainda serão analisados pelo Judiciário. A apresentação da ação não significa que houve condenação, e caberá à Justiça decidir se as medidas solicitadas serão acolhidas.

Fonte: O Antagonista

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