O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), acusou nesta quinta-feira (15) integrantes da cúpula da Advocacia-Geral da União (AGU) de atuar em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a disputa eleitoral de 2026.
Em publicação na rede social X, Marinho afirmou que o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o advogado-geral substituto, Flávio Roman, teriam descumprido as orientações de neutralidade eleitoral reunidas em uma cartilha elaborada pelo próprio órgão.
“A AGU escreveu uma cartilha de neutralidade eleitoral, e as duas maiores autoridades do órgão a descumpriram em plena campanha”, escreveu o senador.
Marinho questionou duas manifestações atribuídas aos integrantes da instituição. Segundo ele, Messias teria creditado a Lula uma vitória do Estado, enquanto Roman teria declarado que a advocacia pública “está com Lula”.
“Advocacia de Estado não é comitê de campanha”, afirmou o parlamentar.
O QUE DIZ A CARTILHA DA AGU
A Advocacia-Geral da União publicou, em 2026, a 11ª edição da Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições. O documento reúne orientações sobre as restrições aplicáveis aos agentes públicos durante o período eleitoral, incluindo regras para publicidade institucional, uso da estrutura administrativa e promoção de candidaturas.
Na apresentação do material, Flávio Roman destacou que as regras buscam assegurar a igualdade de oportunidades entre os candidatos e preservar a imparcialidade da administração pública. A cartilha também aborda limitações ao uso de recursos, serviços e canais institucionais em benefício de campanhas eleitorais.
ACUSAÇÕES EM MEIO À DISPUTA PRESIDENCIAL
Marinho afirmou ainda que a edição mais recente do Observatório da Oposição apresenta o que considera uma atuação política da cúpula da AGU e o uso da estrutura pública em benefício do PT.
As declarações ocorrem em meio ao confronto entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Até o momento, as acusações mencionadas pelo senador não equivalem a uma conclusão formal de que Messias ou Roman tenham cometido irregularidade eleitoral.
A avaliação sobre eventual violação das normas depende da análise do conteúdo das manifestações, de seu contexto e das regras aplicáveis ao caso.
