O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prazo de 48 horas para a Meta explicar problemas apontados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no impulsionamento de publicações no Instagram e no Facebook.
A equipe petista acusa a empresa de restringir o alcance de conteúdos de Lula e favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa presidencial.
A decisão determina que a Meta esclareça seis pontos, incluindo a desativação da conta de anúncios de Lula em 23 de setembro, possíveis inconsistências na contagem de visualizações e a eventual atuação de perfis automatizados que promoviam Flávio e atacavam o presidente.
O ministro também solicitou informações sobre as medidas de moderação adotadas desde o início da campanha, em 16 de agosto, e sobre contas de candidatos removidas por descumprimento das regras eleitorais. A empresa deverá preservar registros relacionados à moderação, aos anúncios e às métricas das plataformas.
Campanha aponta desequilíbrio eleitoral
A campanha de Lula acionou o TSE e informou que também recorreria à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Segundo os petistas, o perfil do presidente ficou impedido de impulsionar publicações no Instagram entre 9 de outubro e a manhã de sábado, dia 10.
Camilo Santana, senador e um dos coordenadores da campanha, afirmou que os problemas prejudicam a disputa eleitoral. “Isso causa um desequilíbrio em uma eleição tão apertada”, declarou. Ele também disse que a empresa reconhece a existência de falhas, mas não apresenta explicações suficientes.
Meta nega irregularidades
Em nota, a Meta contestou as acusações e afirmou que os problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil nem contas específicas.
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”, declarou a empresa, que também afirmou cumprir as normas eleitorais e estar comprometida com a igualdade de condições no uso de suas plataformas.