O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, teria ouvido de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que a Corte não aceitará determinadas mudanças defendidas por aliados do candidato, entre elas pedidos de impeachment de ministros e o aumento do número de integrantes do tribunal.
A informação foi divulgada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews, em meio ao aumento da tensão entre o Supremo e o grupo político ligado a Flávio Bolsonaro após o primeiro turno das eleições de 2026.
Marinho se reuniu na terça-feira (6) com o presidente do STF, Edson Fachin. Segundo relatos sobre o encontro, o senador apresentou críticas à atuação do Judiciário e defendeu uma relação considerada mais equilibrada entre os Poderes.
Impeachment de ministros está no centro da disputa
A possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF é uma das principais pautas defendidas por setores da oposição no Senado.
O próprio Marinho apresentou, em setembro, uma proposta para modificar o rito de tramitação dessas denúncias. O texto estabelece prazo para que o presidente do Senado analise pedidos de impeachment e prevê que uma denúncia possa avançar caso reúna o apoio de 49 senadores. A proposta ainda precisa passar pelas comissões e pelo plenário da Casa para entrar em vigor.
Após a reunião com Fachin, Marinho afirmou que não pretende promover uma retaliação contra ministros do Supremo, mas declarou que o Senado não deve se omitir diante de eventual crime de responsabilidade.
“Não haverá vingança nem omissão”, afirmou o senador ao comentar a relação entre o Legislativo e o Judiciário.
Novo Senado amplia discussão sobre o STF
O resultado das eleições legislativas também aumentou o peso do debate. O PL elegeu 19 senadores em 2026 e terá 28 integrantes na bancada a partir de 2027, considerando os parlamentares que já possuíam mandato. O Senado é responsável por processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade.
A discussão sobre eventual ampliação do número de ministros do Supremo também aparece no debate político, assim como outras propostas de mudanças institucionais defendidas por aliados de Flávio.
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