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Início Justiça

Juíza diz que combate à violência contra a mulher vai além da polícia e cobra mais políticas públicas

Por Junior Melo
27/set/2026
Em Justiça
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O aumento dos casos de feminicídio no Brasil reforça a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Essa é a avaliação da juíza Tereza Cabral, da Vara de Violência Doméstica de Santo André (SP), que defende um enfrentamento à violência de gênero que vá além das ações de segurança pública.

Em entrevista, a magistrada afirmou que reduzir a violência contra a mulher exige uma atuação integrada entre diferentes áreas, como educação, saúde, assistência social e cultura, além do fortalecimento da rede de proteção às vítimas.

“Nenhuma mulher sai sozinha da violência”

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Segundo Tereza Cabral, muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos por dependência financeira, falta de apoio ou ausência de serviços especializados.

A juíza destacou a importância de estruturas como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), medidas protetivas, aluguel social, creches e outros serviços que permitam às vítimas romper o ciclo da violência.

“Sem políticas públicas, não há enfrentamento efetivo da violência contra a mulher”, afirmou.

Lei Maria da Penha é apontada como marco na proteção às vítimas

A magistrada também ressaltou os avanços proporcionados pela Lei Maria da Penha, considerada uma das principais ferramentas de proteção às mulheres no país.

Segundo ela, a legislação fortaleceu medidas de prevenção, proteção integral e a atuação em rede entre diferentes órgãos públicos, além de ampliar o acesso às medidas protetivas de urgência.

Como solicitar uma medida protetiva

De acordo com a juíza, mulheres em situação de violência podem pedir uma medida protetiva por diferentes caminhos:

  • Delegacias de Defesa da Mulher ou delegacias comuns;
  • Ministério Público;
  • Defensoria Pública;
  • Advogado particular;
  • Serviços especializados de atendimento à mulher.

O pedido é encaminhado à Vara de Violência Doméstica, onde será analisado pela Justiça.

Casos de feminicídio seguem em alta

Dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.571 feminicídios no último ano, o maior número da série histórica. São Paulo concentrou 270 casos, liderando o ranking nacional.

No primeiro semestre de 2026, o estado paulista também bateu recorde de feminicídios desde que o crime passou a ter tipificação específica, reforçando o alerta para a necessidade de ampliar as ações de prevenção e proteção às mulheres.

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