O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que determine a retirada do sigilo dos inquéritos das fake news e das milícias digitais.
A manifestação ocorreu após Fachin solicitar ao ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master, que retirasse o sigilo dos procedimentos relacionados à investigação. Mendonça atendeu ao pedido e tornou públicos 14 procedimentos, além da Petição 15.556, que reúne parte das apurações sobre o caso.
Em publicação nas redes sociais, Marinho afirmou que Fachin deveria utilizar o mesmo critério nos processos que estavam sob relatoria de Alexandre de Moraes até a última quarta-feira (9), quando o presidente do STF assumiu a condução do inquérito das fake news.
“Vou parabenizar o ministro Fachin que atendeu o pedido do Lula, e esperar que a mesma régua seja utilizada no famigerado inquérito das fake news e milícias digitais”, escreveu o senador.
Na sequência, Marinho fez críticas à atuação de Moraes e o acusou de promover perseguições e descumprir a legislação. Essas afirmações são do senador e não representam uma conclusão judicial sobre a atuação do ministro.
Marinho também é coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O pedido de abertura dos autos ocorre em meio à crise no STF provocada pelas investigações do Banco Master e às disputas entre ministros da Corte.
A retirada do sigilo no caso Master ocorreu após Fachin solicitar acesso integral aos procedimentos antes da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro. O plenário deverá analisar o relatório da Polícia Federal que menciona mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, além do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para invalidar o relatório.
Na decisão, Mendonça determinou ainda que cópias integrais dos autos fossem encaminhadas à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do Supremo.
