A empresária Karina Ferreira da Gama relatou a aliados ter sofrido pressão para apresentar uma delação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Segundo interlocutores, ela teria sido abordada por pelo menos quatro pessoas ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o relato, os interlocutores teriam sugerido que Karina poderia ser presa caso não colaborasse com as autoridades e não apresentasse informações contra Flávio Bolsonaro.
Orientada a documentar os contatos, a empresária teria registrado as abordagens em cartório. Segundo fontes, o documento foi localizado pela Polícia Federal durante as buscas realizadas nesta quinta-feira (10).
Entre os nomes mencionados por Karina está Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. Segundo o relato atribuído à empresária, ele teria participado de uma das abordagens.
Procurado pela CNN, Fernando Sarney negou ter feito contato com Karina. Outro dos supostos interlocutores seria um religioso apontado como próximo ao Palácio do Planalto.
O relato da empresária passa a integrar o contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal e deverá ser confrontado com os demais elementos reunidos no caso. Até o momento, as informações sobre as supostas abordagens são baseadas no relato atribuído a Karina e nas informações de interlocutores, enquanto pelo menos um dos nomes citados negou ter mantido contato com ela.
