A defesa de Cilia Flores, esposa do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, solicitou à Justiça Federal de Nova York a transferência da cliente do Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn para prisão domiciliar, sob um rígido regime de vigilância 24 horas.
O pedido tem como principal justificativa a deterioração do estado de saúde de Flores durante o período em que permanece detida. Segundo os advogados, ela perdeu mais de 11 quilos, passou a apresentar episódios de palpitação e teve uma suspeita, ainda não confirmada, de ter sofrido um infarto em julho.
Para tentar afastar as preocupações da Promotoria relacionadas a um possível risco de fuga, a defesa apresentou uma proposta de segurança considerada rigorosa. O esquema seria financiado pela própria equipe jurídica e incluiria câmeras de monitoramento, tornozeleira eletrônica e a presença de guardas armados.
Os advogados também afirmam que Flores permanecerá nos Estados Unidos para acompanhar o processo judicial envolvendo Nicolás Maduro. O ex-presidente venezuelano segue detido na mesma unidade prisional no Brooklyn.
A defesa argumenta que as medidas de vigilância propostas seriam suficientes para garantir o cumprimento das determinações judiciais e, ao mesmo tempo, permitiriam que Flores recebesse cuidados médicos e permanecesse em melhores condições de saúde enquanto o processo avança.
O pedido agora será analisado pela Justiça Federal de Nova York, que deverá avaliar tanto os argumentos relacionados à saúde de Cilia Flores quanto as preocupações apresentadas pela Promotoria sobre a possibilidade de fuga.