Seis meses após a interdição das piscinas da Água Mineral, em Brasília, as obras de reforma das atrações ainda não começaram. As piscinas Areal e Pedreira permanecem fechadas devido a problemas estruturais e, até o momento, não há previsão para a reabertura.
Responsável pela administração do local, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)informou que o processo administrativo para contratação das obras está em andamento.
Em junho, o instituto havia informado que o projeto de reforma da piscina Pedreira estava concluído. Antes do início da obra, porém, o projeto ainda precisa passar pela análise do setor de engenharia do órgão, que deverá avaliar os custos da intervenção.
Em relação à piscina Areal, o ICMBio não apresentou informações detalhadas sobre o estágio do projeto.
Processo segue sem prazo para início das obras
Em nova manifestação, o instituto não informou uma data para o início das reformas e afirmou que “todas as etapas do processo estão sendo conduzidas de forma criteriosa”.
Segundo o ICMBio, a realização de estudos técnicos detalhados e a adoção de procedimentos que garantam segurança jurídica são necessárias para viabilizar a contratação das obras dentro das exigências legais.
“Para garantir a efetiva execução e a sustentabilidade dos resultados a longo prazo, foi necessária a realização de estudos técnicos detalhados e consistentes, amparados por adequada segurança jurídica, de modo a viabilizar um processo licitatório transparente, eficiente e em plena conformidade com a legislação vigente. Trata-se de uma etapa indispensável para o sucesso da iniciativa”, afirmou o instituto.
Apesar das explicações, o órgão não informou em que fase exata se encontram os processos de cada piscina, o que dificulta estimar quando as intervenções poderão começar.
ICMBio defende obras estruturantes
O instituto também afirmou que o histórico de intervenções realizadas nas piscinas demonstra que medidas temporárias não foram suficientes para resolver os problemas estruturais existentes.
“Nesse contexto, o Instituto reafirma seu compromisso com a implementação de intervenções estruturantes, voltadas à segurança dos visitantes, à qualidade dos serviços oferecidos e à preservação do patrimônio público”, declarou.
Enquanto o processo administrativo não avança para a execução das obras, as duas piscinas continuam interditadas.
Seis meses após o fechamento, as atrações permanecem sem uma previsão mínima para o início das reformas ou para a reabertura ao público.
