A revista VEJA publicou uma reportagem afirmando que mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram integrantes de um grupo investigado ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, discutindo formas de manter recursos financeiros fora do Brasil.
Segundo a reportagem, a lobista Roberta Luchsinger pesquisou instituições financeiras em Liechtenstein e na Suíça e orientou um dos investigados a abrir uma empresa no principado europeu, considerado por ela um local onde seria “impossível prender dinheiro”.
O que diz a investigação
De acordo com a PF, as conversas fazem parte dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo pessoas próximas a Lulinha.
As mensagens indicam que, em fevereiro de 2024, Roberta enviou informações sobre bancos em Liechtenstein e na Suíça para outro investigado. Dias depois, ela e Lulinha viajaram para a Europa, e a lobista comentou sobre reuniões em instituições financeiras.
Na análise da Polícia Federal, o interesse em abrir empresas e contas no exterior pode indicar uma tentativa de blindagem patrimonial de valores supostamente obtidos de forma ilícita.
Dinheiro em espécie
A reportagem também afirma que mensagens encontradas pela PF mostram Roberta Luchsinger orientando o motorista sobre malas e caixas onde haveria grandes quantias em dinheiro vivo, além de entregas de valores em espécie para outro empresário investigado.
Esses elementos fazem parte da investigação e ainda serão analisados pela Justiça.
Defesa
Até o momento da publicação da reportagem, Lulinha e os demais investigados negavam irregularidades. As acusações ainda estão em fase de investigação e não representam condenação judicial.
