O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra e outros cinco acusados de envolvimento em uma suposta organização criminosa e em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O pedido foi apresentado na quinta-feira (20) pelo Gaeco de Presidente Prudente e encaminhado à 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau. Para o Ministério Público, permanecem válidos os fundamentos que levaram às prisões e não houve mudança nas circunstâncias que justificasse a revogação das medidas.
Investigação aponta três núcleos
Segundo a denúncia, aceita pela Justiça em 16 de junho, o grupo teria utilizado empresas de fachada, intermediários e operações financeiras para ocultar recursos supostamente provenientes de atividades criminosas.
As investigações dividem os acusados em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. Deolane aparece, segundo a acusação, no núcleo financeiro ao lado de Leonardo Alexsander Ribeiro.
Relatórios obtidos a partir da quebra dos sigilos bancário e fiscal apontaram movimentações consideradas suspeitas pelo Ministério Público e operações destinadas, segundo os investigadores, a transformar recursos de origem ilícita em patrimônio aparentemente legal.
Acusação contra Deolane
O Gaeco afirma que a influenciadora teria utilizado contas pessoais e empresas ligadas a ela para ocultar e dissimular valores.
A acusação também menciona uma suposta reestruturação das empresas de Deolane, incluindo a transferência de ativos para fundos em Dubai. O Ministério Público ainda relaciona o caso à possível utilização de empresas de fachada em operações internacionais.
Segundo o pedido, dinheiro em espécie e uma máquina de contagem de cédulas apreendidos com outro investigado seriam pertencentes a Deolane. Para os promotores, o fato reforçaria a suspeita de continuidade das atividades investigadas.
Prisão preventiva
Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi detida em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Nix.
O Ministério Público afirma que pedidos anteriores para revogar as prisões foram rejeitados, incluindo habeas corpus apresentados pelas defesas.
As acusações, contudo, ainda serão analisadas pela Justiça, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório. A decisão sobre a manutenção ou não das prisões preventivas caberá ao Judiciário.
