Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não pretende retornar ao Brasil tão cedo, segundo informações da coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder. De acordo com a publicação, uma eventual apresentação às autoridades brasileiras só ocorreria caso ele tivesse a garantia de que não seria preso e poderia retornar a Madri, onde vive atualmente.
Segundo a coluna, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram suspeitas que incluem tráfico de influência e corrupção. Os procedimentos ainda estão em andamento e não representam, por si só, uma condenação.
A situação ocorre em meio ao aumento da pressão sobre o filho do presidente. De acordo com Cláudio Humberto, Lulinha teria receio de ser preso caso retorne ao país e, por isso, não considera voltar ao Brasil sem garantias prévias sobre sua situação jurídica.
Lula diz ter orientado o filho
O presidente Lula, por sua vez, afirmou ter orientado o filho a se apresentar à Justiça para prestar esclarecimentos sobre as investigações.
A divergência entre a orientação do presidente e a disposição atribuída a Lulinha coloca o caso no centro das discussões políticas em torno das investigações conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo STF.
Os três inquéritos citados na apuração envolvem diferentes suspeitas relacionadas a possíveis negócios e relações de influência. Um deles investiga possíveis conexões com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Outro envolve suspeitas relacionadas à Dataprev, enquanto um terceiro apura possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos.
Até o momento, Lulinha é investigado, e qualquer eventual responsabilização dependerá da conclusão das apurações e das decisões das autoridades competentes.
A informação sobre a suposta exigência de garantias para o retorno a Brasília foi publicada por Cláudio Humberto nesta sexta-feira (21).