O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebe nesta quinta-feira (20) o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, na sede da Corte, em Brasília. O encontro foi articulado pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e tem como objetivo ampliar a cooperação entre as autoridades brasileiras e a organização internacional.
A reunião deve abordar estratégias de combate ao crime organizado, especialmente a atuação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Urquiza participa da agenda acompanhado do diretor-executivo da PF, delegado William Murad. A visita ocorre durante uma série de compromissos no Brasil voltados ao fortalecimento da cooperação internacional, à promoção da integridade e ao combate à lavagem de dinheiro.
Na quarta-feira (19), o secretário-geral da Interpol esteve no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde também tratou de medidas relacionadas ao enfrentamento da lavagem de dinheiro e à cooperação institucional.
Interpol e combate às organizações criminosas
A Interpol atua como uma rede de cooperação entre forças policiais de diferentes países, facilitando o compartilhamento de informações e a localização de pessoas procuradas internacionalmente.
No Brasil, o Escritório Central Nacional da Interpol (NCB Brasília) funciona dentro da estrutura da Polícia Federal e é responsável pela interlocução entre as autoridades brasileiras e a organização internacional.
A cooperação é utilizada em operações contra diferentes modalidades de crime transnacional, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas.
PCC e Comando Vermelho
A reunião também ocorre após Fachin comentar a classificação do PCC e do Comando Vermelho pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
Na ocasião, o ministro afirmou que a questão estava, naquele momento, restrita ao âmbito internacional e às autoridades diplomáticas brasileiras.
O encontro entre Fachin e Urquiza ocorre, portanto, em um contexto de busca por maior integração entre instituições brasileiras e organismos internacionais no enfrentamento ao crime organizado e à movimentação financeira associada a atividades criminosas.