Os Estados Unidos planejam ampliar a ofensiva contra organizações criminosas na América Latina e avaliam realizar operações terrestres contra grupos ligados ao narcotráfico em parceria com forças de segurança de países da região.
A estratégia faz parte da política do presidente Donald Trump de intensificação do combate ao tráfico de drogas e prevê uma maior integração entre os Estados Unidos e governos latino-americanos. Entre as medidas estão o compartilhamento de informações de inteligência e a realização de ações coordenadas contra organizações criminosas.
A Colômbia já autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos e passou a integrar formalmente o chamado Escudo das Américas, uma coalizão liderada por Washington que reúne cerca de 20 países da América Latina e do Caribe.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a cooperação entre os países tem como objetivo combater o crime organizado transnacional e destruir redes classificadas pelo governo norte-americano como estruturas de narcoterrorismo.
A possível ampliação das ações representa uma mudança na estratégia adotada por Washington. Até então, as operações contra o tráfico de drogas estavam concentradas principalmente em ações marítimas. Agora, os Estados Unidos avaliam expandir a atuação para operações terrestres realizadas dentro de países parceiros.
A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e governos latino-americanos e à intenção declarada pelo governo Trump de ampliar a atuação dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.
A participação de forças norte-americanas em operações terrestres dentro de países da região dependerá de acordos e autorizações dos respectivos governos. O avanço da estratégia também deve ampliar o debate sobre soberania nacional, cooperação militar e combate ao narcotráfico na América Latina.
