O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem do Financial Times publicada neste domingo (16). A informação foi confirmada pela Reuters.
Moraes já havia sido incluído, em 30 de julho de 2025, na lista de sanções da Lei Magnitsky, pelo governo de Donald Trump. Na ocasião, o Departamento do Tesouro americano acusou o ministro de envolvimento em uma suposta campanha de censura, detenções consideradas arbitrárias e processos politizados.
As medidas, porém, foram retiradas em dezembro de 2025, após uma série de contatos diplomáticos entre os governos brasileiro e americano.
Novas medidas estão em avaliação
De acordo com o Financial Times, a possibilidade de reimposição das sanções está sob consideração, mas ainda não há decisão sobre quando ou se as medidas serão efetivamente adotadas.
Entre os fatores que teriam reacendido a discussão estão decisões recentes de Moraes envolvendo uma investigação sobre o vazamento de informações e medidas determinadas contra um jornalista e supostas fontes. O episódio voltou a provocar debates nos Estados Unidos sobre liberdade de imprensa e os limites da atuação judicial brasileira.
Caso sejam novamente aplicadas, as sanções da Lei Magnitsky podem congelar ativos mantidos nos Estados Unidos e restringir transações de cidadãos e empresas americanas com os alvos da medida.
O possível retorno das sanções ocorre em meio a uma fase de forte tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, marcada também por disputas comerciais e divergências políticas relacionadas às eleições brasileiras de 2026.
Até o momento, o STF não havia comentado oficialmente a informação divulgada pelo Financial Times.
