A inteligência artificial (IA) pode acrescentar até R$ 986,7 bilhões à economia brasileira até 2030, segundo um estudo do Reglab, centro privado de pesquisa especializado em mídia e tecnologia. O valor corresponde a aproximadamente 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para 2026.
A projeção considera os efeitos da adoção de ferramentas de inteligência artificial entre 2027 e 2030. No cenário central analisado pelo estudo, o impacto acumulado da tecnologia no período seria equivalente a 2,77% do PIB, com uma expansão média de 0,69 ponto percentual por ano associada ao uso da IA.
De acordo com os pesquisadores, os ganhos econômicos devem ocorrer principalmente por meio de dois canais: o aumento da produtividade dos trabalhadores e a maior eficiência dos recursos utilizados pelas empresas.
A produtividade da mão de obra seria responsável por cerca de 65% do impacto econômico estimado. Isso significa que a maior parte dos ganhos projetados estaria relacionada à capacidade de a inteligência artificial auxiliar trabalhadores na execução de tarefas, automatizar processos e aumentar a eficiência das atividades profissionais.
Os outros 35% do impacto estariam associados à maior eficiência de máquinas, sistemas e outros recursos produtivos. A tecnologia poderia, nesse cenário, contribuir para melhorar processos e otimizar a utilização de equipamentos e estruturas já existentes.
A estimativa indica que a expansão do uso da inteligência artificial pode ter impacto relevante sobre a economia brasileira nos próximos anos. O resultado, porém, dependerá do ritmo de adoção da tecnologia e de sua capacidade de elevar a produtividade de trabalhadores e empresas.
O estudo do Reglab considera diferentes efeitos da incorporação da IA à atividade econômica e projeta os possíveis ganhos entre 2027 e 2030, período em que a tecnologia deve ampliar sua presença em diferentes setores da economia.
